Análises

Análise: Xenoblade Chronicles 2 Switch 2 Edition Expansion Pass

Torna, the Golden Country consegue fazer algo muito difícil. Junta o melhor de Xenoblade Chronicles 2 num formato mais pequeno. Mesmo assim, o jogo está cheio de coisas para fazer. Pode ser visto como um conteúdo para descarregar ou como um jogo solto. Esta história viaja quinhentos anos para o passado de Alrest. Tem pés e cabeças. Enriquece o mundo do jogo original e funciona muito bem por si só.

Jogabilidade

O combate tem melhorias muito boas. A acção ficou mais directa e mais divertida do que no primeiro jogo. A grande novidade é poder controlar os Blades na linha da frente. Podemos trocar depressa entre Driver e Blade. Esta troca dá muita estratégia ao jogo. Obriga a olhar para a vida das personagens com mais atenção. Ao mesmo tempo, temos de escolher o elemento certo para os ataques especiais.

Os combos de Blades também estão mais simples no ecrã. Já não temos de olhar para o canto do ecrã para ver as pistas. O jogador só tem de seguir os nomes dos ataques para escolher os elementos. O ritmo é muito mais rápido. Os tutoriais são curtos e ajudam a usar logo toda a força do combate.

Fora das lutas, o grupo junta-se no acampamento. O acampamento serve para descansar e subir de nível. Também serve para o grupo falar. É aí que funciona o sistema para criar objectos. Cada personagem usa a sua forma de ser para fazer itens especiais. Lora faz amuletos e outros fazem comida. Estes itens dão melhorias às personagens. Até abrem novos pontos para apanhar materiais no mapa. Isto ajuda a querer ver cada canto do mundo.

O maior problema de Torna está na forma como avançamos na segunda metade do jogo. O jogo traz o sistema de Comunidade. Este sistema regista as pessoas que ajudamos com tarefas secundárias. A ideia de fazer amigos na cidade é gira. O problema é que o jogo obriga a subir o nível da Comunidade para continuar a história principal. É uma barreira que corta o ritmo da história. É mau para quem só quer ver o fim da campanha. Ainda assim, ver a evolução das personagens compensa o trabalho.

Mundo e história

A história foca-se na Guerra de Aegis. Este é um momento muito importante no passado de Alrest. Aqui é mostrado com muita força. Muda a forma como vemos várias personagens. Lora é uma mercenária com muita força. Jin é o seu Blade. Os dois são os grandes protagonistas desta campanha de vinte horas. A história dá muito mais valor a figuras que pareciam sem graça no jogo original.

A ligação com o grupo é feita com eficácia. O jogo mistura grandes cenas de vídeo com pequenas histórias das missões secundárias. Estas tarefas não são secas como costuma acontecer. Aqui, elas ajudam a dar peso ao fim triste de Torna. Por causa disso, o fim da história custa muito mais a passar.

Grafismo

Na parte visual, as cenas de vídeo têm animações muito boas. Estas animações dão muita força aos momentos mais tristes e importantes. Os cenários de Torna mostram uma Alrest diferente. Há muitos sítios bonitos e zonas secretas para descobrir. O estilo do jogo é muito bonito e ajuda a querer ver tudo.

Som

A música acompanha a qualidade de todo o jogo. Tem canções novas e versões de temas conhecidos. Estas músicas ficam muito bem na exploração e nas lutas mais difíceis. As vozes das personagens também ajudam. Elas criam uma ligação muito forte com o grupo durante a viagem.

Conclusão

Torna, the Golden Country é perfeito para quem gostou do combate e do mundo de Xenoblade Chronicles 2. Dá muitas horas de jogo mesmo depois de ver o fim. Não vai correr bem para quem odeia fazer missões secundárias para avançar na história. O resultado final é muito bom. Esta história respeita o jogo original. Em muitos pontos, é um jogo mais limpo e mais fácil de jogar para quem está a começar.

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