Análises

Análise: Port of Jumanah

O início de Port of Jumanah engana. As cores são quentes. O visual parece um desenho animado. A música é calma. Dá a ideia de ser um passeio na água sem problemas. Depois mergulhamos. A água cobre o corpo. Aí a conversa muda logo de tom.

Debaixo de água, a vida é difícil. A vila na costa não mostra essa parte. O jogo tem um ciclo de acção duro. Perdoa muito pouco. Quem se deixa levar pelo ar calmo perde rápido.

2>Jogabilidade

O combate começa simples. Depois ganha peso rápido. Não dá para carregar nos botões sem pensar. Há um ataque de perto. Há engenhocas de apoio como o arpão. Há uma corrida rápida. Ela passa a ser precisa num instante.

Saber onde se pisa é tudo. Esquivar no momento certo salva o jogo. É a diferença entre acabar a missão ou perder tudo. O ecrã enche-se de monstros, armadilhas no chão e golpes que nos param. Atacar à cega dá logo errado.

Há outro problema grande. Não somos um peixe. O oxigénio gasta-se sempre que nadamos. Levar um golpe gasta a barra ainda mais depressa. Procurar conchas e tanques de ar passa a ser o foco principal. Temos de fazer isso no meio dos tiros e dos monstros.

O jogo funciona como um roguelite. Divide o mar em salas pequenas. No fim de cada zona, escolhemos a rota. Vale a pena ir a um chefe? É melhor procurar a loja? É preferível tentar uma arma nova? Esta escolha constante dá rumo a cada ida ao mar.

A preparação começa fora da água. Na vila chamamos pessoas para a tripulação. Cada uma dá bónus passivos. Esses bónus mudam a força do equipamento. Levar a equipa certa muda tudo. Dá muito mais hipóteses de voltar vivo do fundo do mar.

2>Mundo e história

A vila é a nossa casa entre mergulhos. Não é só um menu a fingir que é uma vila. Andamos pelas ruas. Visitamos o laboratório, a loja ou o café. Tudo serve para preparar o mergulho seguinte. Usamos os recursos trazidos do fundo para melhorar estes sítios.

Falar com as pessoas mostra um mundo cómico. Está cheio de bichos esquisitos. O jogo não explica as coisas tontas que acontecem. Até há um gato na equipa. Esta forma leve de contar a história fica muito bem ao jogo.

2>Grafismo

O visual parece um desenho animado a mexer-se. Os inimigos são ideias engraçadas de animais do mar. Têm cores fortes e movimentos muito expressivos.

O fundo do mar está cheio de plantas e bichos coloridos. Cada zona tem os seus perigos. Tem também pormenores próprios. Isso faz com que cada mergulho pareça diferente.

2>Som

As músicas são calmas. Fazem um contraste forte com o perigo das missões. Ouvir sons tranquilos enquanto fugimos de ataques graves dá uma sensação estranha. Mas combina muito bem com o estilo do jogo.

2>Conclusão

Port of Jumanah corre muito bem para quem quer um roguelite directo. É bom para jogar um bocado de cada vez. Tem um desafio que sobe bem. Não vai servir para quem quer um mapa gigante ou um RPG cheio de sistemas. Vale pela mistura. Junta uma imagem fofinha com regras de acção e treino que pedem atenção a toda a hora.

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