Análise: Starhawk

Os jogos de lançamento de uma consola raramente são aqueles que serão lembrados como aqueles que a definiram, no entanto a PS3 foi abençoada com alguns títulos de grande qualidade, como Uncharted que acabou por se tornar o jogo mais popular da consola e Warhawk que foi uma verdadeira surpresa, sendo bastante popular e dos títulos mais jogado online na PS3. Starhawk não é propriamente uma sequela, passa-se num universo diferente mas mantém a jogabilidade de Warhawk praticamente na integra mas com inovações mais do que suficientes para que Starhawk seja uma melhoria substancial do seu antecessor e no geral é muito mais completo. Aqueles que jogaram Warhawk lembram-se certamente que este apenas continha modos online e que na primeira versão os tutoriais eram quase inexistentes, o que fazia com que os jogadores novos fossem massacrados, apesar de haver um sistema de matchmaking. Quase tudo isto foi resolvido em Starhawk, os jogadores novos vão continuar a ser massacrados, no entanto têm uma campanha inteira para irem ganhando algum ritmo.

Podem contar com muito mais conteúdo que em Warhawk, que por muito que era nunca foi uma experiência completa devido à falta de uma campanha a solo que está agora presente e bem presente. A história é contada com recurso a cutscenes ao estilo BD do género que se tem tornado popular e que nem sempre resulta da melhor forma, totalmente dobradas em português e que funcionam bem neste caso. No universo de Starhawk existem colónias humanas construídas à bastantes anos com o intuito de explorar Rift Energy, uma nova fonte energética que apesar de muito poderosa é também bastante perigosa, funcionando como uma infecção quando entra em contacto com o corpo humano, criando seres deformados que se uniram criando os Outcast. Os Outcast tentam defender as fontes de Rift contra aqueles que as tentam explorar. A personagem principal é Emmet Graves, um sobrevivente de um acidente com Rift Energy mas que conseguiu conter a infecção com um dispositivo na coluna que o mantém saudável apesar de enorme dor.

A Campanha é um bom treino para os modos online, tendo por vezes bastantes semelhanças aos modos que jogaremos online e até iremos reconhecer algumas paisagens. É no entanto necessário elevar um pouco

Apesar de todo o sci-fi há um toque intencional de western em Starhawk, além de ambientes desertos a imagem de western é reforçada com a banda sonora que também vai buscar inspiração ao género, criando uma atmosfera muito interessante e diferente. Há bastante criatividade no design tanto nos cenários como nas unidades, especialmente nos Hawks que foram completamente renovados. Mantendo a jogabilidade presente em Warhawk, estes podem agora transformar-se em mechas, adicionando assim uma nova unidade terrestre. Apesar desta pequena alteração a grande novidade em Starhawk é a nova mecânica de construção. Ao contrário do titulo anterior Hawks, tanques e até armamento não estão espalhados pelo mapa com respawn regular. Para estas unidades ficarem disponíveis é necessário construir os edifícios onde as podemos adquirir. Desta forma não é necessário ficar à espera de um novo respawn, podemos simplesmente comprar um novo. Qualquer jogador pode construir os edifícios sendo possível a qualquer outro jogador utilizar este edifício. Desta forma uma equipa bem coordenada pode avançar mais rapidamente, criando defesas e edifícios para criação de veículos.

Há uma gama bastante grande de edifícios, sendo possível construir além dos edifícios para criar veículos, torres anti-aéreas, torres para atiradores furtivos onde podemos obter a sniper, um bunker onde obtemos o lança misseis e a caçadeira, um gerador de escudo, entre outros. Todos estes edifícios apenas podem ser construídos na nossa zona, no entanto podemos construir outposts fora da área controlada por nós, onde podemos depois construir os edifícios anteriores pois passamos a controlar esse pequeno território. Desta forma podem contar que caso a vossa equipa se deixar dominar irão ter o inimigo à vossa parte, na vossa própria base e até o respawn será complicado. Como estes edifícios são passivos de serem destruídos, se começarem a perder terreno terão poucas chances de recuperar pois ficarão sem veículos e sem armas. A “moeda” utilizada para construir é Rift Energy que aumenta gradualmente enquanto estamos na nossa base e quando matamos um inimigo.

Apesar da introdução do modo campanha o foco de Starhawk continua a ser sem duvida os modos online, no entanto a campanha tem qualidade suficiente para ser aproveitada e há razões para a jogar mais que uma vez. Os modos online continuam super competitivos e os jogadores com menos experiência terão alguma dificuldade em manterem-se vivos. A mecânica de construção adiciona uma nova dimensão a um jogo já por si bastante completo e possibilita novas estratégias para os veteranos.

Tiago Roque

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