Análise LittleBigPlanet Karting

O Sackboy tornou-se já numa das principais imagens da Sony esta geração, ganhando até o privilegio de marcas presença em PlayStation All-Stars e a sua criadora juntamente com a Sony têm trabalhado bem em fazer render a licença, com pelo menos uma versão do jogo a marcar presença nas consolas actuais. Karting é o primeiro spin-off e promete trazer uma nova dimensão a LBP ao mesmo tempo que mantém as bases de “play, create, share”.

LBPK à superfície não é assim tão diferente de todos os outros corrida de kartings já feitos. A jogabilidade não acrescenta muito à jogabilidade corrida / batalha onde usam várias armas teleguiadas ou não. Por que mudar algo que funciona tão bem nos outros jogos do género.  Não seria um jogo LittleBigPlanet se tudo não se parece-se com um recorte de papel com cores brilhantes. A Media Molecule sempre foi capaz de licenciar música brilhante de todo o mundo e este jogo não é nenhuma excepção.  Naturalmente, há uma incrível quantidade de maneiras de personalizar o kart para que possam dirigir algo que signifique algo para vocês.

Semelhante a outros jogos da série LittleBigPlanet, o conteúdo gerado pelos utilizadores desempenha um papel fundamental no estilo de jogabilidade usando “Play, Create, Share”, o lema da série. Os usuários podem personalizar o seu Sackboy, bem como seus os karts e criar as suas próprias pistas. O editor de pistas permite aos utilizadores ajustar e criar suas próprias regras de jogo, armas e pistas e depois compartilhá-los online através da PlayStation Network para outros utilizadores jogarem.

A campanha single player extende-se  por cerca de 25 faixas em meia dúzia de planetas ao estilo LBP como todos os outros jogos. Essas corridas irão variar entre as corridas padrão, batalhas de arena, corridas checkpoint que atravessam sozinhos e até mesmo uma “Boss Battle” todas entrelaçadas em torno de uma história deliciosamente absurda e bem narrada.  A coisa toda é tão  adorável que podem derreter a assistir. Também não seria um jogo LBP, se não houvesse uma boa quantidade de mini-jogos espalhados por todos os planetas. Facilmente chegam às 11 ou 16 horas de jogo seja com estes mini-jogos seja a correr as corridas normais ou até a experimentar alguns percursos feitos por outros jogadores.

Se a parte de jogar propriamente dita não trouxer nada de realmente novo à vossa experiência como jogadores, o outro lados de todos os LBP, criar, irá sem duvida mostrar que LBPK é muito mais que mais um Mario Kart. Criadores veteranos de níveis nos jogos anteriores vão-se sentir em casa com o espantoso conjunto de ferramentas que permitem criar as suas próprias pistas, arenas, objectos e armas. Projectistas inteligentes não têm que se sentir limitado a apenas criar pistas de corrida, tal como em LBP2 as ferramentas são poderosas o suficiente para que possam criar todo o tipo de jogos. Mais uma vez, não é tão flexível como a série principal, chega bastante perto. Novos designers podem-se sentir intimidados quando pela primeira vez virem a interface de criação, mas com mais de duas horas de tutoriais em vídeos vão ajudar a conseguirem criar tudo o que sempre sonharam rapidamente.

Tal como nos jogos anteriores é necessário algum esforço para encontrar bons níveis feitos pela comunidade, excepto aqueles que se encontram bem qualificados nos rankings. Se forem testando à sorte é bastante comum encontrar simplesmente arenas vazias feitas por jogadores a experimentar pela primeira vez as ferramentas de criação. Isto pode ser rapidamente resolvido com melhores sistemas de controlo.

Comparando com jogos do género na PS3, como aquele que analisamos aqui no Combo Caster, F1 Race Stars, LBPK é de longe superior e oferece muito mais pelo mesmo valor. A jogabilidade é melhor ainda que a F1 e ao oferecer solidas ferramentas de criação é sem duvida um pacote bastante mais valioso. É sem duvida um jogo que recomendo, bastante divertido, super criativo e um dos melhores do género. A Sony tem agora duas fortes licenças do género, LBP e ModNation Racers, falta saber se há espaço para os dois.

Pontuação: 9.1/10

Tiago Roque

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