Análise: Retro/Grade

Depois do sucesso de Guitar Hero ter praticamente acabado, os jogos rítmicos desapareceram um pouco. Na “cena” indie continuaram a aparecer alguns jogos do género que têm mais em comum a uma era pré Guitar Hero e Retro/Grade é um desses jogos.

Apesar da complicada premissa do jogo, que coloca o jogador numa nave espacial a recolher os tiros com todo o jogo com o tempo ao contrário para manter o fluxo do tempo, Retro/Grade não passa de um jogo rítmico com alguns elementos de shooter, que vão ter que procurar bem.

Retro/Grade começa pelo fim, os primeiros segundos jogo são os da nossa nave a derrotar o boss final e a mostrar os créditos, mas o fluxo do tempo é danificado e temos que recuar no tempo e recolher todos disparos da nossa nave durante o seu combate, ao mesmo tempo que nos devíamos dos tiros das naves inimigas.RetroGrade-4

Na pratica não passa de um Guitar Hero na horizontal, mas há alguns elementos que o tornam diferente. Primeiro há uma narrativa, bastante simples mas não deixa de existir. Apesar de ser algo que nunca pensei ver, uma narrativa num jogo deste género, a verdade é que a 24 Caret Games conseguiu fazê-lo.
A jogabilidade é um pouco estranha no inicio mas ao fim de dois ou três minutos já conseguem acompanhar facilmente. Ao contrário de outros jogos rítmicos não têm apenas de se preocupar em acertar nas notas certas, sendo preciso desviarem-se também dos disparos que vêm do lado direito.

Além das teclas de UP e DOWN têm que utilizar o espaço quando estiverem por cima da nota certa. Além disso há ainda duas teclas adicionais. Uma possibilita andarem para trás no tempo (neste caso para a frente) para refazer alguns erros e pensarem numa melhor trajectória e a outra podem ajudar numa altura de aflição.

 

 

Tiago Roque

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