Análise: Anomaly 2

É o ano 2034, e o planeta Terra não está em muito bom estado depois de uma invasão massiva de uma raça alienígena de máquinas apenas apelidada “ The Machines” . O último reduto da civilização reside num avançado projeto tecnológico, criado pelas mais brilhantes mentes humanas, chamado Project Shockwave. O nosso trabalho como comandante é liderar a frota militar de alta tecnologia pelo meio das torres da raça alienígena, e se formos bem sucedidos,erradicar os aliens para sempre.

Apesar de extremamente cliché e aborrecida, a historia de Anomaly 2 consegue o mínimo exigido que é criar algum ímpeto para levar a cabo a pequena campanha single player, que consiste em 14 capítulos. Felizmente, Anomaly não tem necessariamente que ter uma historia brilhante para desfrutarmos da  fantástica experiência que oferece. Ao iniciar o jogo, não precisam de ver 2 horas de tutoriais enfadonhos, pois os primeiros capítulos, são jogados em modo de realidade virtual, e vamos aprendendo enquanto fazemos a missão em si. O que eu gostei imenso assim que comecei o jogo foi a simplicidade dos controlos, 4 botões é tudo o que precisamos para jogar Anomaly, e mesmo estes 4 botões podem ser configurados ao gosto pessoal de cada um.

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Não se deixem enganar porém, a simplicidade não é sinónimo de fraca jogabilidade, pois temos a disposição um vasto leque de oportunidades estratégicas. Cada missão encarrega o jogador de forçar passagem por labirintos cheios de torres inimigas, como comandante, podemos escolher o melhor caminho para a nossa frota atravessar, usando um dos dois menus a nossa disposição um serve para escolher os caminhos a percorrer, o outro menu serve para comprar unidades para a nossa frota, que pode ir até 6 unidades, tudo isto possível recolhendo o recurso do jogo chamado carussaurum, enquanto destruímos torres. Ao comprar unidades novas para a nossa frota, temos a disposição vários tipos, desde unidades que funcionam melhor a longa distância, outras a curta distancia, lança-chamas, ou geradores de escudos protetores o que nos permite ter a disposição um sem fim de opções estratégicas para todos os gostos; adicionem isso ao facto de sem ter que pausar o jogo, e somente com um duplo clique em cada unidade, elas podem-se transformar numa versão com fogo mais rápido, ou de mais alcance,é realmente muito engenhoso e divertido ter tantas opções em tempo real.

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Se tudo isto não correr bem, e não vai certamente pois os vários níveis de dificuldade vão dar dores de cabeça até aos melhores generais, temos sempre a disposição o sistema que nos permite vender as unidades a qualquer momento da missão, e há missões em que temos mesmo de trocar unidades a meio, senão seria impossível acabar a campanha single player. Tudo isto cria um sistema em que temos dezenas e dezenas de estilos de jogo, o que apesar da pequena campanha, pode ser um incentivo aos mais persistentes de obterem medalhas de ouro em todas as missões ou simplesmente testarem estratégias novas. Como comandante, podemos andar pelo terreno de jogo livremente, mas convém obviamente ficar por perto das nossas unidades para usarmos uma das 4 ajudas que temos, a reparação de unidades, uma bomba que desativa momentaneamente as torres, uma mira para direcionar o poder de fogo num alvo, ou o meu preferido, uma distração que faz com que as torres concentrem o poder de fogo nela, permitindo passagem á nossa frota.

A melhor novidade de Anomaly 2 é sem duvida o complexo modo multiplayer, que me surpreendeu bastante, pois nunca tinha jogado algo assim. De um lado um jogador controla a frota, enquanto o adversário controla o lado das máquinas alienígenas e tem de construir torres para impedir o jogador das frotas de progredir, e enquanto que jogar no lado dos humanos é praticamente como jogar o single player, o lado das torres é completamente diferente e requer que o jogador não só ponha torres, como recolha recursos e expanda as opções de torres á disposição. Ambos os lados ganham pontos por destruir unidades e ganham unidades extra á medida que vão jogando. Tudo isto faz com que cada jogo seja imprevisível do primeiro ao último minuto e cada jogador pode reverter a batalha a qualquer momento. Á medida que vão completando jogos multiplayer, vão desbloqueando novos e maiores mapas mantendo sempre cada jogo interessante.

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Tecnicamente, a pequena editora polaca 11 Bit Studios conseguiu impressionar. Desde o interface de utilizador aos fantásticos e belos mapas, tudo foi conseguido com o máximo detalhe que vão dar que fazer mesmo aos pc´s mais artilhados. Mesmo os sons de jogo, as armas a disparar, fazem bem o seu trabalho e dão uma imersão de jogo que não passa despercebida.

 

Tiago Roque

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