Análise Forge – Um novo olhar

Forge é um jogo de combate na terceira pessoa, exclusivamente pvp, e já teve a atenção do combocaster com uma review.  A pedido da produtora voltamos agora a olhar para este jogo, uma vez que recebeu recentemente um update, com a adição de uma nova classe e algumas funcionalidades interessantes. Se se lembram da análise original, lembram-se que no fundo gostámos bastante de Forge, apenas ficámos com a ideia de que teria sido lançado um pouco cedo demais e a produtora acabou por concordar, solicitando esta nova análise.

A primeira coisa a mencionar é obviamente a adição da nova classe, o Ravager. Esta classe tem um visual único e que se destaca facilmente no campo de batalha, é um guerreiro com uma armadura ensanguentada e que usa correntes como armas, que mais fazem lembrar Kratos do jogo God of War. Como todas as outras classes de Forge, o Ravager preenche um papel específico na equipa, sendo este o de Dps, ou seja, causar dano e dor de cabeça ao adversário. Para além de ser uma classe direcionada para Dano, tem também algumas habilidades que permitem puxar os adversários até si, fazendo do Ravager um adversário a temer

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Como nem tudo pode ser bom, o Ravager é uma classe melee, ou seja, têm de ter os adversários a uma curta distância para poder acertar os ataques, o que faz com que qualquer classe que use ataques de longa distancia como o Pathfinder ou Piromancer mate com alguma facilidade o Ravager.O que continua presente, e um dos grandes problemas de Forge, que é a classe Shaman, o Healer. Qualquer equipa que tenha um ou mais Shamans fica automaticamente em vantagem, pois o Shaman pode curar e reviver os companheiros de equipa bem como curar-se a si próprio, o que cria um problema de balanço entre as classes muito grande, não é de estranhar um servidor ficar vazio quando uma equipa inteira se desconecta do servidor assim que os adversários escolhem um os dois Shamans.

Uma das funcionalidades que este novo Dlc trouxe foi o voice chat integrado, o que facilitaria bastante a componente tática e competitiva deste jogo. Infelizmente não é muito usada em servidores públicos, e acredito que os grupos ou clans que se juntem a jogar Forge optem por outros serviços bastante utilizados como Teamspeak ou Mumble. A outra grande mudança que Forge recebeu com este Dlc, e que é sem dúvida a melhor de todas, foi o facto de agora ter sido integrado na Steam, temos finalmente server browser á disposição, o que era outro dos grandes problemas de Forge que fica para trás, e agora é também muito mais fácil convidar amigos para jogar, ou adicionar novos amigos, tudo feito ingame e á distancia de um clique.

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Forge continua assim um jogo pvp único que faz lembrar as grandes batalhas de muitos MMORPG´s de topo, mas sem a parte chata do pve e é pena que a única coisa que impede este jogo de se tornar maior é a falta de uma comunidade dedicada, apesar de terem sempre servidores com gente a jogar. Mesmo assim, é um jogo com uma jogabilidade frenética, fluida e de grande qualidade, que veio a ser provada com este último Dlc. Certamente que os criadores da Dark Vale não vão parar por aqui, e novas classes e melhoramentos estarão já a caminho, o que por um preço muito bom faz de Forge um jogo bastante sólido e promissor.

Este deveria ser o estado em que Forge deveria ter sido lançado e depois de o ver apenas posso concordar com a nossa primeira análise em que dissemos “Por todas as coisas que ele faz bem, Forge parece precisar apenas de um pouco de tempo até atingir o seu real potencial. Certamente se voltasse a esta análise daqui a um mês ou dois este 8.4 seria um 9 ou mais até.”. E tal como prometido aqui fica o merecido 9 que Forge tanto merecia, mas pela pressa do lançamento não o mereceu na altura.

                                                                                                                9/10

 

xxx

Tiago Roque

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