Análise: Bleed

Cada um dos níveis tem os seus perigos e desafios. Os níveis estão recheados de drones e laseres de segurança que mal alertam a segurança, fazem com que sejamos atacados por uma verdadeira nuvem de robôs ameaçadores. É preciso aprender o padrão do movimento dos laseres para os evitar por exemplo, enquanto que noutro nível é preciso evitar rochas que vão caindo. Nenhum dos níveis carece de falta de equilíbrio entre dificuldade e diversão e em nenhum existe uma parte em que somos obrigado a perder pelo menos uma vez, desde que os níveis de atenção se mantenham altos.

Com o poder de abrandar o tempo, todos estes obstáculos tornam-se um pouco mais fáceis de transpor. Dominar Bleed implica dominar este poder, assim como o salto quadruplo que é sem duvida o aspecto mais divertido e melhor conseguido do jogo. Com o recurso a este salto podem evitar projecteis de uma forma brilhante. Mas mesmo com estas duas super habilidades, Bleed não é fácil, longe disso. Felizmente os controlos são bastante fluidos e mesmo quando se perde o jogo não é frustrante.

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Os primeiros niveis funcionam como tutorial, não apenas para nos ensinar o básico do jogo, mas também dando-nos tempo para nos ajustamos às teclas e forma de jogar de Bleed. Apesar de  o teclado funcionar decentemente, é recomendada a utilização de um comando como o da Xbox 360, até porque foi aí que o jogo teve a sua origem, no entanto o mapeamento das teclas pode ser um pouco estranha, o que torna esses primeiros niveis ainda mais importantes.

Durante cada nível o jogador vai recolhendo pontos que podem ser depois trocados por armas ou upgrades para as armas que já temos. Infelizmente as melhores armas são as padrão que temos desde o inicio do jogo mas isso não é realmente um problema de maior. Além dessas armas que vão desbloqueando com pontos há algumas que desbloqueiam no final do jogo. São raras as armas que fazem um melhor trabalho que as que temos desde o inicio, mas se por alguma estranha razão quiserem completar o jogo apenas com uma moto-serra, é bom saber que é possível.

 

 

Tiago Roque

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