Análise A-Men 2

O objectivo de A-Men 2 é simples, levar as nossas unidades desde o ponto de partida para o helicóptero no final. Para fazer com que o helicóptero apareça, o jogador precisa de eliminar uma certa quantidade de inimigos para permitir uma aterragem segura. Há muitos obstáculos entre a nossa equipa de elite e o seu objectivo. Para dificultar ainda mais tudo, as nossas unidades não podem levar qualquer dano nem cair de qualquer altura. O ponto forte da jogabilidade deveria ser a equipa de A- Men, composta de vários personagens diferentes, cada um com diferentes habilidades que só eles podem usar para ultrapassar alguns obstáculos.

Existem 5 personagens diferentes, um soldado, que pode disparar, colocar dinamite e atirar granadas para detonar armadilhas ou derrotar inimigos, um espião que se pode transformar num soldado inimigo , tornando-o indetectável, podendo ainda alterar alguns sinais a que os inimigos vão obedecer, um engenheiro que vai construir várias construções e máquinas , um construtor cheio de músculos para ajudar a mover objectos pesados e ainda um soldado de elite que tem um pára-quedas para ajudá-lo a cair de alturas, um gancho para subir e pode ainda correr.

Infelizmente A-Men 2 baseia-se muito em tentativa e erro, um sistema que considero datado. Não defendo que devem existir tutoriais longos ou que a dificuldade se deva tornar muito mole, mas ter que testar o comportamento de cada tipo de unidade para saber como são eficazes é para mim ser apenas preguiçoso. Facilmente se conseguiria eliminar o sistema de tentativa e erro aqui. Os controlos das personagens também não são perfeitos, sendo pouco precisos, algo que se nota ainda mais graças à forma como o jogo nos penaliza por todo e qualquer erro. O pior que se pode sentir neste tipo de jogos é que não temos o controlo total e graças à sua jogabilidade é algo que sentimos.

Sendo a base deste jogo os seus puzzles, não posso pensar em algo mais frustrante que morrer por falhas de jogabilidade quando já se tem exactamente a certeza do que devíamos fazer. A variedade de personagens , obviamente, permite uma grande variedade de obstáculos diferentes, mas nunca existe nada de realmente inteligente. Não se consegue ficar impressionado e A-Men 2 nunca consegue afastar a ideia de “já fiz isto antes”. As habilidades das personagens são introduzidas gradualmente, mas parecem sempre habilidades soltas que não se unem às que existiam antes e os puzzles raramente necessitam que se criem ligações entre estas habilidades.

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Quando se junta tudo isto, ao facto de o jogo nos castigar por todos os erros e que maior parte desses erros são causados pela sua jogabilidade, podem perceber o quão frustrante A-Men 2 pode ser. Mesmo que se queira continuar a jogar, A-Men 2 não facilita isso ao não evoluir praticamente nada ao longo da sua campanha. Deve existir certamente um publico para A-Men 2, mas esse mesmo publico irá ficar decepcionado. A-Men 2 tinha potencial, tinha ideias, mas nenhuma delas está bem implementada e as restantes nem são muito interessantes. Não é de todo um jogo mau, é mediano, mas com tantos bons jogos por aí mediano pode não chegar.

Tudo isto pode ser um pouco diferente caso não se deixem frustrar tão facilmente. Sempre que se completa um nível há uma sensação de dever cumprido, mas quando o nível seguinte começa para mim todo o sentimento de frustração volta. Os problemas vão-se acumulando e chega a um ponto que se torna difícil gostar de perder constantemente.

6/10

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Tiago Roque

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