Análise Invizimals: O Reino Perdido

Invizimals chega à PS3 com O Reino Perdido, um título com bastante potencial mas que graças a uma jogabilidade frustrante se torna uma experiência penosa mesmo para os mais novos. Invizimals : O Reino Perdido é o titulo mais recente da série Invizimals que se estreou como um videojogo de realidade aumentada na PSP. Este é sem qualquer duvida um jogo apontado para um publico muito jovem e não oferece realmente qualquer diversão aos adultos. Portanto pensem neste como uma possibilidade de prenda de Natal para os mais pequenos.

O Reino Perdido é um jogo de plataformas de acção na terceira pessoa. Há a plataformas, um encantador elenco de 16 novos Invizimals , cada um com seu próprio conjunto de habilidades. Estes Invizimals podem ser actualizados, desbloqueando ataques mais fortes e mais eficazes. Cada personagem irá ser precisa para diferentes tarefas em todos os níveis, dado o seu conjunto de habilidades precisamos de as conhecer todas e saber qual a que pode nadar, a que pode entrar em espaços apertados por exemplo. As personagens são encantadoras e os mais novos vão certamente adorar, mas infelizmente os pais não vão pensar o mesmo se os tiverem que acompanhar.

Há uma grande dose de combate neste jogo, e não é só com os inimigos. Além dos inimigos e os controlos existe ainda a câmara dinâmica, que não temos controlo, e que pode ser o nosso maior inimigo. O exército de robôs não consegue realmente representar uma ameaça para o nosso herói . Além dos Invizimals necessários para completar o jogo, existem alguns extras que podem ser encontrados com alguma exploração que apesar de não trazerem nada de novo para a mesa dão alguma recompensa à exploração. Infelizmente a exploração é penosa e maior parte das vezes acabamos por nos perder.

As mecânicas de jogo são lentas, desajeitadas e pouco consistentes. Muitos aspectos do jogo não funcionam como gostaríamos. É normal existirem margens de erro em quase todos os jogos que nos permitem usar habilidades sem termos que nos preocupar com pontos exactos ou grande precisão, mas aqui não existiu essa preocupação. Felizmente o charme do jogo irá manter os mais pequenos agarrados, apesar da frustração, porque é um jogo maravilhosamente concebido em muitos aspectos. Existem tutoriais durante todo o jogo que se certificam que os jogadores não têm que aprender por tentativa e erro.

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Os puzzles nunca são muito complicados e a jogabilidade é diversificada, mas o grafismo é demasiado pobre, o que juntamente ao mau funcionamento da jogabilidade ajuda a tornar esta experiência além de frustrante, pouco recompensadora. Obviamente que os mais pequenos não vão realmente ligar muito a isto e se tentarmos olhar para Invizimals: O Reino Perdido pelos olhos de uma criança podemos ver alguns pontos positivos e o charme que este tem nas crianças.

Tendo em conta que na realidade não existem muitos jogos bons para este publico, tenho que realçar Invizimals: TO Reino Perdido é tão bom ou melhor que os jogos que se enquadram nesta categoria. Mas se vão oferecer um jogo a alguém que não tem Rayman Legends ou Puppeteer, essas são de longe muito melhores opções. O potencial está lá, mas esta é uma franquia que se devia ter mantido na sua zona de conforto.

6/10

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Tiago Roque

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