Análise Long Live the Queen

Long Live the Quuen é um jogo sobre politica. E apesar de essa ideia parecer aborrecida, Democracy 3 mostrou que há muito para explorar. Infelizmente Long Live the Queen encontra-se mais perto lado oposto em termos de qualidade.O jogo começa com a princesa adolescente Elodie. Após a morte da sua mãe, a rainha, tomamos o controlo do império Novan, aprendendo poderes mágicos e aprendendo tudo o que precisamos de saber sobre ser uma rainha.

A grande inspiração aqui é a cultura anime, algo que podemos notar logo no grafismo. Quem gostar de JRPGs como os da NIS América vai sentir-se em casa neste aspecto. Apesar de gostar desse estilo tenho que reconhecer que maior parte dos jogadores não o olha com os melhores olhos. Parte acha-o infantil e a outra lembra-se das piadas perversas que exploram o estilo “lolita” que abundam nos JRPGs menos comerciais. Felizmente não existem muitos desses problemas aqui.

A mecânica principal do jogo é a educação. Todos os dias temos aulas que variam de tema, onde aprenderemos habilidades sociais, físicas, míticas ou intelectuais. Estas habilidades permitem-nos depois negociar durante a narrativa do jogo. O objectivo é ir sobrevivendo até à coroação. Para as coisas correrem como queremos temos que evoluir as várias habilidades que aprendemos durante as aulas. Isto faz com que as consequências das nossas acções sejam mais previsíveis, até porque podem ser tão imprevisíveis ao ponto de acabar na nossa morte prematura, e o objectivo como se lembram é sobreviver.

As formas de morrer são mais do que muitas. Podemos morrer às mãos de bandidos, podemos morrer envenenados e de mais uma centenas de outras formas. Lembram-se daquele episódio de Futurama onde Fry se torna rei de um planeta esquisito por beber o antigo rei inadvertidamente e todos os tentam assassinar de seguida? Aqui é quase igual. Todas essas tentativas de assassinato podem ser evitadas e podemos ainda evitar tudo se treinarmos as habilidades necessárias durante as aulas. Tudo o que precisamos o jogo fornece, simplesmente não sabemos o que é importante porque o jogo nunca o diz. É com a experiência de jogar que aprendemos e na minha opinião tentativa e erro não é uma mecânica de jogo viável.

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Long Live the Queen tem boas ideias mas parece ser apenas uma demonstração de um jogo mais complexo. Infelizmente tenho duvidas que seja o caso e o resultado final é o que podemos encontrar aqui. Gostaria realmente de ver algo mais com este conceito e há aqui muitos elementos que dariam um bom jogo. No que toca ao que temos agora o numero de escolhas é limitado e depois de conseguir acabar o jogo com sucesso uma vez não há muito mais para fazer.

7/10

Tiago Roque

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