Análise: FORCED

A história de FORCED não é o seu ponto forte. É uma história de um mundo em que guerreiros têm que provar o seu valor aos deuses. Os escolhidos são lançados para desafios com a ajuda de uma bola de luz, chamada Balfus e pouco mais. Nem a história nem a forma como é contada é realmente interessante. Existem algumas cutscenes mas a grande parte da história é contada através de diálogos. No que toca ao jogo em si, FORCED pode ser definido como um Action RPG, com algum foco em combate e muito em resolves puzzles.

Existem quatro classes à escolha, cada uma com pontos fortes e fracos e construída à volta de uma arma especifica. Cada uma destas classes oferece uma experiência de jogo distinta que vai melhorando no decorrer do jogo, à medida que vamos ganhando novas habilidades. O jogo não nos obriga a mantermo-nos numa das classes, muito pelo contrário, encorajando e até obrigando por vezes que se troque.

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O combate em FORCED é decente, mas não é tão bom como a resolução de puzzles e quando comparado com o combate de jogos do género fica bastante longe. Os jogos que claramente inspiraram FORCED, tais como Diablo, não incorporam puzzles propriamente ditos porque o próprio combate pode ser visto como um puzzle. É preciso compreender os inimigos, especialmente os padrões de ataque dos bosses e tentar contrariar tudo isso. Mas FORCED seguiu o caminho de introduzir puzzles realmente, o que pode ter comprometido a qualidade do combate, o que devia ter sido o seu foco.

Quem quer jogar um RPG com um combate fraco? Os puzzles envolvem normalmente ativar alavancas ou destruir objetos, normalmente utilizando a bola Balfus. É a interação com objetos e com a Balfus que torna os puzzles desafiantes. O jogador não pode interagir diretamente com alguns objetos, precisando de controlar a Balfus e é o seu controlo que pode tornar tudo complicado. Controlar a bola enquanto ela está no estado de bomba em que qualquer toque pode rebentar o jogador pode ser complicado. Apesar de ser uma ideia interessante, devia fazer parte de um jogo à parte.

 

Tiago Roque

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