Análise: Unearthed: Trail of Ibn Battuta Episode 1

Esta não é a melhor forma de começar uma análise, mas, aqui vai. Eu sei que este é apenas o primeiro episódio, mas seria possível ficar por aqui? Talvez evitar lançar um segundo episódio fosse realmente a melhor decisão. Para começar, o conceito de Unearthed: Trail of Ibn Battuta Episode 1 não tem nada de original.

Imaginem Uncharted, agora cortem tudo o que este faz bem, diminuam o orçamento umas 100 vezes e estão mais ou menos a ver o que é Unearthed. Porque é que um pequeno estúdio no medio oriente sem qualquer experiencia no desenvolvimento de jogos acha que é boa ideia começar por tentar copiar um dos melhores jogos da geração passada sem sequer metade do orçamento é algo que nunca vou perceber.

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E o resultado não é surpreendente, é apenas previsível. Graficamente é um jogo que eu colocaria em igualdade com grande parte dos jogos do inicio da PS2 e muitos conseguem ter melhor aspecto. A história a de Faris Jawad, também conhecido como Drake muçulmano, ou pelo menos devia ter essa alcunha. Não há absolutamente nada possível ou imaginário que Unearthed faça bem. Quando digo nada é realmente nada.

A própria experiencia de escrever esta análise está a ser centenas de vezes mais agradável do que as horas horríveis que passei em Unearthed. Mas nem nisso Unearthed me facilitou a vida pois estou perdido sobre o que escrever nos bons aspectos do jogo.  Eu gostava realmente de escrever algo positivo sobre o jogo mas é impossível e infelizmente esta análise é basicamente uma lista de coisas que o jogo faz mal. Já falei dos maus gráficos, mas existe ainda problemas nos controlos, algo que no próprio trailer do jogo conseguem comprovar, olhem para a dificuldade com que a personagem aponta a sua arma. Aliás, fluidez não deve ter tradução em árabe pois é algo que não existe aqui.

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Para um jogo com tão maus gráficos é também incrível ver os tempos de carregamento. A primeira vez que passei pelo loading estava à espera de algo foto realista. Pelo menos o jogo tem um bom humor, ou pelo menos espero que seja isso que tentaram fazer com as animações do jogo, pois caso contrário é apenas triste que um jogo assim tenha sido lançado em 2013. Depois temos a “história” e digo história entre parênteses pois pouco mais é que uma sequencia bem pouco ordenada de sequencias. Se existe ligação entre elas nem sequer me vou dar ao trabalho de a descobrir, pois nem sequer é evidente.  Outro aspecto que até dá pena é a qualidade dos diálogos.

Os atores parecem estar a ler, bem possivelmente numa língua estrangeira que nem conhecem dada a falta de sentimento que existe nas falas. Aliás, a única parte da história que funciona é a do inicio, a partir daí é uma espécie de desastre automóvel na autoestrada com centenas de vitimas, em que as vitimas são os infelizes que comprarem isto.

 

Tiago Roque

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