Análise: FIFA 15

Ao contrário do jogo da Konami que tem andado por todo o lado a tentar encontrar o seu espaço, o jogo da EA tem-se mantido fiel a uma ideia, a simulação, com uma jogabilidade quase perfeita e praticamente todas as funcionalidades que alguém conseguiu imaginar.

O próprio modo Ultimate Team tem sido uma surpresa ao longo dos anos, tornando-se um dos favoritos dos jogadores. Ao contrario do que seria de esperar a EA tem conseguido mudar o seu jogo o suficiente todos os anos o suficiente para justificar a compra anual. Todos os anos a jogabilidade muda um pouco, são feitas melhorias aqui e ali e na realidade o jogo tem-se tornado melhor todos os ano.

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No entanto o ultimo jogo confirmou uma certa tendência de tornar o jogo tão perto da simulação que acabou por se tornar um pouco lento. Todos sabemos que o futebol passa por alguns momentos menos interessantes e alguns jogos acabam 0-0 sem que nada de interessante tenha realmente acontecido. Mas o futebol não é isso. Futebol são os 5 ou 6 minutos em que realmente acontece algo e FIFA 15 consegue capturar essa essência.

Este é também o primeiro FIFA realmente pensado para a nova geração. O grafismo foi melhorado a toda a linha. Os jogadores forem remodelados, as novas câmaras tornam o jogo muito semelhante a uma transmissão televisiva e são os pequenos pormenores que tornam tudo melhor, os cabelos dos jogadores, o relvado a degradar-se durante o jogo e os equipamentos a começarem impecáveis e a sujarem-se a cada carrinho que fazemos.

As próprias repetições dão uma nova dimensão televisiva ao jogo. Quando um jogador falha podemos ver a sua cara de desilusão, com novas expressões faciais muito bem conseguidas.

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O modo Ultimate Team está de volta e com algumas melhorias mas sem grandes novidades. É o modo que todos conhecemos onde compramos “cromos” à espera que nos saia o Ronaldo ou o Messi e nunca sai. Se querem investir muito tempo ou dinheiro é o modo ideal, mas é também a forma de jogar online mais desequilibrada pois frequentemente encontram adversários do vosso nível com uma equipa dez vezes melhor.

A principal novidade está na jogabilidade em si. O jogo é mais rápido, os jogadores correm e param de forma mais fluida e basta jogarem um ou dois jogos online para verem que a moda deste ano é tentar fintar toda a equipa depois do pontapé de saída. Com maior controlo com e sem a bola é também mais difícil defender sendo completamente essencial saber tapar espaços e não apenas tentar tirar a bola. Tentar levar o adversário para a lateral e impedir que cruze é bem mais eficaz que simplesmente tentar tirar-lhe a bola, especialmente se ele souber o que faz.

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Os passes em profundidade são também uma das melhores armas este ano. Com um longo passe que rasga a defesa podemos trocar completamente as voltas ao adversário e marcar um golo com uma troca de bola entre a defesa e o ponta de lança. Não perdi uma edição do FIFA desde 2007 e a versão deste ano é sem duvida a que melhores momentos e golos mais bonitos me ofereceu.

O principal problema acaba por ser a falta de novidade em termos de modos de jogo e outras novas funcionalidades, mas esse é um problema de todos os lançamentos anuais. Tornam-se demasiado iterativos neste aspecto, focando-se mais em melhorar a formula do jogo do ano anterior.

Mas sendo objectivo não há muito mais que se possa introduzir. É um jogo de futebol e não há uma área do desporto que não esteja presente. Os próprios desafios que podemos jogar durante os tempos de carregamento representam os treinos de forma brilhante e realmente ensinam algo.

Infelizmente ainda não tive oportunidade de jogar o seu grande rival PES, no entanto a critica tem destacado a grande qualidade do jogo deste ano, podendo este ser um dos anos em que os fãs de simulação e arcada ficam bem servidos os dois.

Tiago Roque

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