Análise: Armed Seven

Armed Seven é um daqueles jogos que parece semelhante a muita coisa mas não sabemos exatamente a quê. Apesar de não conseguirmos fazer uma correspondência directa com outros jogos, todos os elementos de um shooter espacial sidescroll estão presentes, tornando o jogo pouco original. Isto não o torna um mau jogo, apenas pouco original.

Aquilo que faz, Armed Seven faz bem. Tudo o que tornou jogos do género verdadeiros clássicos está presente, juntamente com elementos que tornam os jogos mais recentes mais acessíveis. Apesar de ter bons reflexos e dominar a jogabilidade ser importante, o fator crucial para completar os níveis acaba por ser a nossa capacidade de decorar os movimentos inimigos.

ARMED-SEVEN

A jogabilidade oferece opções para cada jogador e graças à possibilidade de customizar o armamento podemos encontrar algo que se adapte à forma como jogamos e assim contornar a dificuldade elevada do jogo. Existem três tipos de armas, principal, secundária e de carregamento. O poder de fogo da arma principal e secundária influenciam o tempo de carregamento do ataque especial e é esse o principal fator a ter em conta. Como acabamos por guardar os especiais para os inimigos mais resistentes, temos apenas que pensar numa combinação que nos permita ter o especial disponível quando precisarmos dele.

Em termos narrativos acho que ninguém está realmente à espera de muito neste género e Armed Seven não oferece muito mais além do cliché “salvar o planeta” e alguns nomes engraçados. O importante é a jogabilidade que responde muito bem ao jogador e a dificuldade, que é elevada o suficiente para se tornar interessante. Irão morrer muitas vezes em Armed Seven e alguns bosses podem-se tornar bastante frustrantes e isso pode levar muitos jogadores a simplesmente fartarem-se e baixarem a dificuldade.

 

Tiago Roque

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