Análise: Epanalepsis

Já me senti confuso com alguns jogos que joguei no passado. Não sabia o que fazer, não percebia os controlos, alguns jogos mais artísticos não tinham uma mensagem imediatamente perceptível, mas nenhum jogo me deixou tão desorientado como Epanalepsis. Aqui eu sabia o que fazer e como fazê-lo, mas mesmo depois de chegar ao fim e pensar sobre o assunto, não faço a minima ideia do que o jogo fala.

As promessas são muitas na página Steam do jogo, uma forte narrativa que acompanha três personagens ao longo de 60 anos que é uma homenagem aos escritores cyberpunk, ficção cientifica e ao cinema dos anos 90. No que toca à narrativa, bem, ou ela não faz realmente nenhum sentido ou eu não sou inteligente o suficiente para a perceber. Aquilo que para o autor e alguns pode ser algo cheio de significados para mim pareceram três personagens a descrever o que viam e uns diálogos que não fizeram sentido nenhum, que falavam de uma história que se repetia e de uma máquina.

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Isto foi literalmente o que percebi da história. Cyberpunk não é algo que eu conheça muito, mas já li alguma ficção cientifica e não há nada de cinema dos anos 90 aqui. Dizer que a história segue três personagens é verdade, dizer que é ao longo de 60 anos não. Pegamos em cada personagem durante alguns minutos e seguimos um dia das suas vidas no máximo, portanto isso equivale a 3 dias na vida de 3 personagens em que a primeira e a ultima estão separadas por 60 anos.

Depois temos o jogo em si. É uma aventura “point and click” do mais simples que há. São diálogos, procurar alguns objetos e entrar na porta seguinte. Não há nada além disso. Portanto ainda bem que o jogo dura apenas cerca de meia hora, a não ser que tenham paciência para falar com o resto das personagens e clicar em todos os objetos, algo que não aconselho pois não acrescenta rigorosamente nada à experiência do jogo.

Graficamente é bastante limitado também. Mesmo tendo em conta que se trata de pixel art, o melhor que posso dizer é que é colorida.

Tiago Roque

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