Análise: Tap Heroes

Durante as promoções de verão a Steam teve um pequeno minijogo onde o objetivo era clicar em monstros para os atacar e comprar upgrades suficientes para que não fosse sequer preciso clicar no monstro passado algum tempo. No fundo, além de ter resumido o minijogo da Steam, resumi também como funcionam todos os jogos do género clicker e também Tap Heroes. Podia ocupar o resto do tempo a falar do género em si e as suas falhas, mas aquilo que me mete mais confusão é o facto de este jogo ser lançado na Steam a 2,99€ e ao mesmo tempo continuar online a sua versão Flash que é exatamente a mesma coisa.

O jogo começa com apenas uma das três personagens que podemos vir a adquirir, o guerreiro, mas no início isso não é suficiente. Temos que clicar nos monstros para ganhar mais experiência, mais dinheiro e progredir mais rapidamente no jogo. O dinheiro que ganhamos podemos usar depois para comprar as duas personagens restantes, o mago e o arqueiro, melhorar a eficácia dos nossos cliques e melhorar o guerreiro que é a personagem principal, tendo a vida do grupo associada a si por exemplo.

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Além do ouro, ganhamos também cristais, que podem também ser comprados e que podemos usar para comprar itens que nos dão grandes vantagens como aumentar o ouro que ganhamos ou um pet que ajuda no dano que infligimos. Em termos de mecânicas de jogo não há muito mais a dizer. Cada nível do jogo requer que eliminemos 10 inimigos antes de prosseguir para o seguinte, excepto nos bosses onde temos apenas de o eliminar.

Graficamente não podemos esperar muito pois no fundo é um jogo Flash. O principal fator que o torna ligeiramente diferente vem do design inspirados nos RPGs por turnos em termos de layout e no teatro de marionetes em termos visuais. Dentro das limitações Tap Heroes até tem bom aspeto, mas torna-se repetitivo. Depois de algum tempo as animações são sempre as mesmas e mesmo os cenários e monstros deixam de ter muito interesse a partir do momento que o jogo se começa a jogar sozinho.

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Este é um problema do próprio género e não posso criticar demasiado Tap Heroes por essas limitações. Após alguns minutos o jogo simplesmente joga-se sozinho e temos apenas que abri-lo de vez em quando para gastar o dinheiro que vamos ganhando. Tap Heroes inclui até uma opção para avançar para o cenário seguinte sempre que for possível, ou seja, o jogador após os primeiros 10 minutos é apenas preciso para gastar o dinheiro ganho.

Mas mesmo com este problema fundamental, Tap Heroes enquadra-se num género que contra toda a lógica, é viciante e facilmente vamos acumulando horas e horas de jogo.

O jogo contém 100 níveis, sendo que podemos continuar a jogar mas estamos a jogar o mesmo que já jogámos, mesmo que o jogo continue a contar os níveis 101, 102 e por aí fora.

Tiago Roque

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