Análise: 140

140 é o minimalismo em videojogo. A personagem toma a forma de simples formas geométricas, quadrado quando parada, um circulo quando em movimento horizontal e um triângulo quando salta. Resumidamente, 140 é um platformer 2D completamente tradicional. Temos que ir do início ao fim do nível sem morrer, evitando os perigos pelo caminho, mas é um daqueles jogos que apenas é possível apreciar jogando, pois a sua qualidade vem principalmente da jogabilidade.

O conceito mais parecido em termos de jogabilidade que consigo imaginar é o de Sound Shapes. Tal como nesse exclusivo Sony, há uma nuance rítmica em 140, sendo recomendado utilizar headphones para captar o ritmo e assim tornar os níveis mais acessíveis. A dificuldade é alta, mas se abrirmos os ouvidos e deixarmos a musica decidir quando avançar, o jogo torna-se muito mais fácil.

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O minimalismo não está apenas presente na “personagem”, todo os cenário é reduzido ao estritamente necessário para que o jogo funcione e seja divertido. Ao todo o jogo ocupa apenas 81mb e percebe-se bem porquê. O jogo começa sem menus, tutoriais, ecrãs de pausa, textos ou qualquer outra ajuda, mas facilmente e rapidamente percebemos como nos mover e que os três círculos à nossa direita correspondem aos três níveis do jogo. Sim, o jogo apenas tem três níveis e dura pouco mais de uma hora.

Este primeiro inicial também nos ensina a forma de progredir no jogo. Cada zona tem um circulo e um espaço onde temos de coloca-lo. Ao tocar no circulo este começa a seguir-nos até chegarmos à sitio onde o temos de colocar e passamos para a zona seguinte. Por vezes temos que retroceder um pouco, pois o circulo encontra-se depois do portal para a zona seguinte.

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Cada nível está também construí do de uma forma interessante, em que cada zona vai ativando partes do cenário ou trocando cores, o que as tornam acessíveis. Portanto podemos passar duas zonas em que apesar de estarmos no mesmo sitio, este está diferente. Depois da jogabilidade, é a construção dos níveis e das zonas que mais ajuda a tornar 140 no jogo que é. A inteligência como as zonas estão ligadas tornam 140 um jogo muito mais interessante do que qualquer screenshot poderia dar a entender.

No final de cada nível existe ainda um pequeno boss que ajuda a dar alguma diversidade ao jogo, mantendo as mesmas mecânicas de jogo. O ultimo boss do jogo consegue dar nós até aos cérebros mais treinados.

 

Tiago Roque

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