Análise: Slinki

Slinki é de sobre algo. Tenho a certeza que é sobre alguma coisa, mas não faço ideia sobre o quê em concreto. A única arma neste jogo de plataformas é um bumerangue com um twist. Se o jogador pressionar o botão de salto durante o voo do bumerangue, o jogador vai ser lançado diretamente em sua direção, a uma velocidade que depende da distância. Mas só pode fazer isso uma vez, sem aterrar, mas pode usá-lo enquanto cai ou que faz um salto normal.

Basicamente o jogador tem uma espécie de salto duplo não convencional. O jogo faz um bom trabalho a ir introduzindo o jogador à sua jogabilidade. No inicio usamos esta habilidade apenas como forma de acelerar um pouco pelo cenário, mas depressa isto se torna em necessidade para atravessar as plataformas. Depois temos plataformas que colapsam, paredes com espetos e outros obstáculos.

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O bumerangue além de funcionar como o descrevi até agora, é também a única arma que temos. É a nossa única defesa contra uma variedade de criaturas mutantes. Mutantes terrestres, voadores, de todas as formas e feitios.

Graficamente, o jogo é muito bom. A maior parte da iluminação vem de alguns objectos néon brilhantes no ambiente. Existem algumas áreas, no entanto, onde este é substituído por uma iluminação mais cinza, uniforme. A música, entretanto, é tão discreto que quase nos esquece-mos que está lá.
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Slinki não permite o luxo de upgrades, e vidas extra só são encontrados com muita paciência. Postos de controle não são muitos distantes um do outro, mas quando morrerem duas ou três vezes no mesmo desafio e obter um game over, vão de volta ao começo desse nível.

A única indicação de progresso no jogo é que há níveis. Cada um dura entre 5 a 10 minutos a completar dependendo da pericia do jogador. No entanto, nenhum dos níveis são nomeados ou numerados. Além disso são por vezes muitos semelhantes e como não há história que se preze parece que não saímos do mesmo sítio.

No fundo Slinki é um jogo para aqueles jogadores que pensam que o prazer de ir passando os níveis vale por si só. Não há qualquer evolução da personagem ou história. Há níveis para passar e isso pode não ser suficiente para todos.

Tiago Roque

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