Análise: The LEGO Batman Movie

Depois do sucesso da trilogia de Nolan, Batman não teve vida fácil no cinema. Batman vs Superman foi para muitos uma desilusão e enquanto filme deixou muito a desejar e os tempos vão continuar a ser difíceis para o Cavaleiro das Trevas, com os fãs a ficarem de pé atrás de todos os filmes que a DC tem planeados.

É neste clima que a LEGO nos traz a sua versão de Batman e ao mesmo tempo nos oferece o melhor filme da personagem desde a trilogia de Nolan. Com o esforço que se tem feito para tornar os filmes da DC mais adultos e negros, é quase ironico que seja um filme de animação para crianças a melhor adaptação recente da personagem.

No filme seguimos Batman / Bruce Wayne no auge da sua carreira de heroi, mas que mesmo com todas as suas conquistas se sente sozinho. Depois de derrotar novamente Joker o filme brinca brilhantemente com a ligação destas duas personagens. Joker diz ser o nemesis de Batman, mas este diz que este não significa nada para ele, sendo o subsequente plano malevolo de Joker uma tentativa de fazer Batman dizer as palavras que este quer ouvir, eu odeio-te.

O filme explora também a ligação de Batman e Robin, um órfão tal como ele. Enquanto que Batman / Bruce Wayne é semelhante aquilo que esperamos da personagem actual, Robin é muito mais parecido com o parceiro da serie televisiva, o energético e infantil Robin no entanto consegue criar uma ligação de pai e filho no decorrer do filme com um Batman que não mostrou grande interesse nisso.

O humor do filme é o seu ponto forte, com um elenco de heróis e vilões que deixa com inveja qualquer outro filme da DC e as referencias a universo DC são muitas, principalmente ao cinema incluindo a fase da serie TV. A forma como o filme brinca até com o facto de Batman lutar contra o crime à mais ou menos 70 anos é uma das melhores piadas mas todo o humor no geral irá divertir todos os fãs da personagem.

Os visuais do filme seguem a mesma linha do anterior filme da LEGO com uma animação quase stop motion apesar de tudo ter sido criado digitalmente. Apesar de não contar com nenhuma musica que fique tanto no ouvido como a Everything is Awesome do filme anterior, conta com uma quase tão irritantemente viciante depois do final.

 

Tiago Roque

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