Análise: LEGO Worlds

Apesar de os jogos da LEGO serem geralmente muito bons, funcionam quase sempre como paródia dos filmes que os inspiram ou de outros jogos como é o caso de LEGO City Undercover. São raros os momentos em que o sentimento de construir LEGO que sentia-mos em criança consegue ser emulado pelo jogo. LEGO Worlds é um dos melhores jogos da LEGO a conseguir capturar este sentimento e é mais perto que estamos de criar e usar a nossa imaginação sem pegar em peças reais.

Apesar da marca LEGO dominar a criatividade das crianças no mundo real, o rei do género no mundo dos videojogos é Minecraft. Com milhões em vendas e agora propriedade da Microsoft, o jogo da Mojang não realmente um rival à altura e LEGO Worlds apesar de apontar para o mesmo publico tem uma aproximação diferente e algumas decisões questionáveis.

Enquanto que outros jogos do género colocam o jogador no papel de construtor logo que inicia o jogo, em LEGO Worlds o jogador tem primeiro que jogar toda uma campanha para poder desbloquear o modo livre. Num jogo em que o foco é colocar o jogador no papel de um “master builder” é difícil de perceber a decisão de deixar a liberdade para segundo plano, obrigando-o a seguir a estrutura de uma campanha. No entanto, essa estrutura não é muito rígida, exigente ou longa.

O jogador tem que explorar uma serie de mundos diferentes, o onde ao completar as quests que vai encontrando recebe blocos dourados que lhe permitem desbloquear novos mundos e assim sucessivamente. Ao ir completando as quests, vai também aprendendo a jogar, descobrindo as habilidades da personagem e aquilo que pode fazer. Apesar de simples, LEGO Worlds esconde-se por detrás de alguns menus obtusos que podem não ser muito simpáticos para os mais novos, acabando por este modo um mal menor de introduzir o jogador aos poucos às funcionalidades do jogo.

Apesar de o jogo libertar o jogador apenas passado algum tempo, a forma como resolvemos os objectivos nos mundos que vamos conhecendo é completamente livre. A mecânica principal do jogo é a de poder copiar todos os objectos dos mundos que vamos encontrando, ficando estes numa lista que podemos depois utilizar com liberdade total. Podemos colocar uma torre pirata para subir até um vulcão, ou simplesmente nivelar todo o terreno do mapa. Esta ausência de regras mesmo durante o modo introdutório do jogo é simplesmente genial e um excelente incentivo à criatividade de todos os jogadores.

Para o publico português, LEGO Worlds contem ainda a língua nacional, o que parece ser pratica normal nos últimos e próximos lançamentos LEGO e tendo em conta o publico alvo, algo que faltava aos lançamentos em território nacional.

Tiago Roque

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