Análise: Beat Cop

Inspirado nos policiais dos anos 80, Beat Cop é um divertido jogo indie onde o jogador joga como um polícia numa zona onde o crime e corrupção são o dia a dia.

Depois de ser injustamente acusado de um crime, Jack Kelly tem que limpar o seu nome. Beat Cop funciona por dias, com cada a um a ter objectivos específicos e alguns extra que vão aparecendo durante o dia. Cada um destes objectivos afecta a nossa pontuação com cada fracção do jogo. Essencialmente existem três fracções, a máfia italiana, uma gangue e a polícia, mas existe ainda a opinião dos habitantes da zona.

O principal objectivo que temos é passar multas. Esta é a mecânica principal do jogo com o jogador a começar por detectar infracções de estacionamento mas rapidamente a passar também para detectar pneus em mau estado e faróis partidos até procurar uma matrícula esperar específica. Podemos também ter outros objectivos como procurar um criminoso, estar atento a possíveis crimes ou percorrer as ruas a certas horas. Estes objectivos são sempre dados pela polícia e normalmente são apenas para um dia. No entanto o jogo tem uma narrativa e objectivos que se mantêm vários dias.

Durante cada dia vamos também ter pedidos das outras facões do jogo. A integridade policial é opcional e podemos ajudar estas facões ou fazer o trabalho de polícia. Manter todas as facões contentes não é fácil e normalmente implica tornarmos-nos corruptos ocasionalmente, mas com os objectivos monetários que o jogo nos atribui em alguns dias é difícil não aceitar um suborno aqui e acolá. Apreender um saco de droga em vez de entrega-lo à máfia rende alguns pontos com polícia, mas coloca-nos em risco de ser assassinado, mas oposto coloca-nos bem posicionados com a máfia e rende algum dinheiro, mas deixa-nos em maus lençóis na esquadra.

Algo que rapidamente se torna essencial é conhecer as lojas da zona. Várias vezes o nosso objectivo é chegar rápido à pizzaria ou lavandaria e sem a ajuda do número de porta por vezes é complicado lembrarmos-nos do sítio, especialmente quando é um dos que usamos menos. Isto acaba por ser resolvido com o tempo, mas por vezes o jogo pede-nos que falemos com a personagens X e temos que nos lembrar onde ela trabalha e depois sim ir lá ter. Novamente, se o jogo nos der o dia todo não há problema mas se tivermos de nós lembrar rápido é um objectivo falhado.

Beat Cop não é muito mais do que isto, mas é um jogo bastante original com boas mecânicas e jogabilidade que não se torna aborrecido com o tempo. O grafismo em Pixel Art é algo de fenomenal e o detalhe conseguido é fantástico. O humor do jogo com objectivo completamente descabidas torna uma história banal algo de épico e tal como os criadores avisam no vídeo inicial, este é um verdadeiro tributo às séries policiais dos anos 80 e não um retrato da realidade da época.

Tiago Roque

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