Análise: Rei Artur: A Lenda da Espada

Dirigido por Guy Ritchie esta é a versão cinematográfica mais recente da legenda do Rei Artur, uma lenta antiga no Reino Unido que alguns dizem ter alguma base em realidade. A lenda tem sido inspiração para muita coisa desde cinema, televisão, banda desenhada, videojogos ou literatura, mas sempre teve um espaço especial no cinema.

Sendo além de um filme que conta a lenda como tantos outros fizeram, está nova versão mergulha mais fundo na mitologia da lenda, oferecendo ao telespectador um início que funciona como prequela ao mostrar o que aconteceu antes.

Com algumas estrelas, muitos desconhecidos e com tempo até para Beckham mostrar os seus “dotes” de interpretação, Rei Artur é mais um Blockbuster de verão que parece não convencer o espectador, com resultados muito abaixo do esperado é que parecem dificultar muito a existência de uma sequela. Isto acaba por ser problemático porque o filme passa bastante tempo a criar e desenvolver um mundo para explorar no futuro.

Apesar de ter tudo em maior quantidade que os filmes que vieram antes, o filme não fica a ganhar em praticamente nada. É mais um filme com um aspecto incrível, mas que acaba por se perder em grandes batalhas e esquecer as suas personagens. A personagem do rei e restante família real estão bem construídas, com a sua personalidade e motivações a ficarem bem representadas no grande ecrã. As interpretações dos actores ficam a altura destes papéis, mas há demasiadas personagens secundárias que pouco estão no ecrã e das quais nada sabemos e não conhecemos as razões dos seus actos.

O ponto forte do filme é sem dúvida a apresentação, seja visualmente ou em termos de áudio o filme é uma experiência agradável. Não acho que se perca em efeitos especiais a níveis comparáveis de Transformará ou a central Múmia, mas mesma assim poderia ter deixado de lado algum do forte orçamento para CGi para algumas cenas mais importante que ajudassem a ir mais longe.

 

Tiago Roque

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