Análise: Gru o Maldisposto 3

Gru está de volta depois de os Mínimos terem direito a um filme próprio que pode ter sido um sucesso gigantesco de bilheteira mas que teve o seu impacto negativo. O spin-off além de ter uma qualidade inferior aos restantes filmes, tornou as adoradas criaturas em bonecos irritantes demasiado utilizados. É esta a ideia que eu tinha e é sem dúvida uma ideia que chegou ao estúdio porque este terceiro capítulo acabado de sair é talvez aquele que dá menos destaque às criaturas amarelas.

Agora a trabalhar como agente secreto, a carreira corre bem e Gru é admirado pelas filhas. Isto pelo menos até falhar novamente a captura do vilão Balthazar Bratt, trocar a chefia da organização e este ser despedido juntamente com a mulher. Juntamente com tudo isto o início do filme ainda incluí uma revolta dos Mínimos que querem voltar à vida de vilões e a descoberta de um irmão gémeo de Gru. É aliás o irmão e um curto regresso à vida de vilão que dão a trama principal ao filme.

Como subtemas o filme aborda principalmente a tentativa de Lucy Wilde de tentar uma ligação com as três raparigas. Mesmo fazendo um esforço não consigo encontrar mais nenhum tema obscuro ou metáfora que pode manter um público mais adulto interessado no filme para além da comédia. Tudo se mantém num tom divertido e leve e não requer qualquer pensamento e esforço da parte do espectador.

Isto não significa que não seja um bom filme. É um dos melhores filmes de animação familiares que podemos ver este verão no cinema e apesar de não querer ser nada mais do que um filme agradável de se ver, não há mal nenhum nisso, especialmente porque não se leva demasiado a serio, não extende a sua estadia e pouca na exposição dos Mínimos.

Tiago Roque

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