Análise: Bounty Train

Bounty Train é um jogo de estratégia e gestão passado nos Estados Unidos da América e tem como temática principal os caminhos de ferro. A nossa personagem é dona de uma pequena percentagem de uma empresa de transportes rodoviários depois do falecimento do pai e toda a história envolve o seu esforço de reunir todas as pequenas percentagens que pertencem aos seus irmãos para que a família mantenha o controlo da empresa.

As mecânicas de jogo são relativamente simples de aprender mas podem ser complicadas de colocar em prática. Para avançar no jogo temos de cumprir objectivos e ganhar dinheiro. Ambos funcionam normalmente da mesma forma. A nossa personagem pode comandar um comboio e cabe ao jogador gerir a locomotiva e os atrelados que está leva atrás.

No início temos acesso apenas a duas cidades, sendo o resto desbloqueado mais tarde normalmente mediante o pagamento de uma licença. Em cada cidade podemos comprar materiais que vão desde a simples algodão e rolos de tecido até caixas de armas, álcool e tabaco. A mecânica principal do jogo é a forma como completamos quase todas as questão do jogo é comprar material nas cidades onde este é mais barato e vender naquela onde é mais caro.

Perto do início do jogo adquirimos também uma carruagem de passageiros que nos permite ganhar algum dinheiro extra com as viagens. Obviamente tudo é um pouco mais complicado do que aquilo que acabei de descrever. As carruagens têm limites de carga, o que faz com que a pequena carruagens de passageiros apenas nos permita levar dois passageiros enquanto não comprarmos uma maior e mesmo a carruagem de carga apenas tem lugar para 6 unidades.

Além do limite em número, a locomotiva tem também um limite de peso que consegue puxar. Isto faz com que a locomotiva mais barata possa levar facilmente as 6 unidades de algodão ou até 8 com melhoramentos , mas não consiga transportar a mesma quantidade de aço por exemplo. Por falar em melhoramentos, temos bastantes à escolha em Bounty Train e alguns quase obrigatórios. Algumas cidades têm proibições de algumas cargas como o tabaco, as armas e o álcool. Isto faz com que estás cargas sejam muito valiosas nestas zonas. O jogador pode comprar um barril por 40 dólares e pode depois vendê-lo numa cidade onde esta carga é mais valiosa é legal por uns 150 ou vender numa cidade onde é ilegal por 400.

Além da estratégia envolvida no que já descrevi, com o jogador a escolher quais as carruagens que mais lhe convém naquela missão ou simples venda, o jogo mantém ainda uma história que temos de completar, no entanto para o fazer basta ir completando objectivos que não fogem muito às mecânicas normais do jogo. Por vezes o nosso comboio é atacado e é aí que entram os elementos RPG do jogo. A nossa personagem vai ganhando níveis que podemos usar para aprender habilidades. O dinheiro que vamos ganhando além de muito útil para comprar equipamentos para o comboio é também útil para comprar armamento para as personagens. Personagens no plural porque podemos contratar ajuda.

Tiago Roque

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