Análise: Everybody’s Golf

Everybody’s Golf é um verdadeiro clássico da Sony, marcando presença em todas as suas plataformas desde a primeira PlayStation. A jogabilidade simples e estilo cartoon são os principais atractivos da série, mas a dificuldade do jogo não reflecte a simplicidade da jogabilidade, com vários elementos a tornarem os níveis finais um grande desafio.

Na PS4 Everybody’s Golf traz algumas boas novidades, principalmente no que toca ao multijogador online, mas também à costumização da nossa personagem. O jogador pode criar a sua personagem com um editor decente é bastante completo em termos de opções. Durante o jogo irá receber pontos em cada vitória de circuito para comprar outras itens que vai desbloqueando.

Parte do atrativo de Everybody’s Golf também era que ao derrotar outras personagens, estas ficavam disponiveis para a nossa utilização. Apesar de não funcionar exatamente igual, isso também é possível. Aqui, depois de derrotar um duelo VS a nossa personagem ganha a habilidade de fazer cosplay da personagem derrotada. A dificuldade adapta-se na perfeição a cada momento do jogo, com o jogador a ser bastante ajudado no início com buracos mega que são mais fáceis de fazer chip in do que os normais e os buracos tornado que são os mais fáceis de todos e onde apenas temos de por a bola perto para esta ser atraída para o buraco, sendo bastante fácil fazer birdies ou eagles nestes.

A jogabilidade em si continua tão simples como sempre foi. A escolha de tacos é automática, com o jogador a poder escolher outro manualmente se preferir por alguma razão aumentar um pouco a força da tacada por exemplo. Além disso podem aumentar e diminuir a força de uma tacada a meio da própria tacada pressionando o círculo ou triângulo em vez do X. Além disso existem também uma série de tacos e bolas à escolha antes de começarmos um circuito novo. Estes tacos e bolas trazem consigo algumas vantagens nas estatísticas da nossa personagem como o poder da tacada, o controlo ou o efeito que podemos dar à bola, mas também podem influenciar negativamente, sendo mais instáveis ou dando menos potência à tacada. Um aspecto inovador também é a existência de alguns pequenos elementos RPG com melhoramentos da personagem à medida que vamos jogando. Sempre que conseguimos uma boa tacada com um certo faço a nossa habilidade com esse taco específico é melhorada, podendo ser está melhoria numa qualquer das três estatísticas, poder, controlo ou efeito, ou em mais do que uma ao mesmo tempo. É de notar que está melhoria é feita aos poucos e demora até se notar realmente pois estas melhorias afectam apenas um taco em específico. Além de um kit em específico é apenas o taco 1W por exemplo que tem a melhoria com a utilização.

Nesta versão é também possível explorar um pequeno cenário a pé com o nosso personagem, mas não há grande propósito nesta possibilidade. O mundo disponível é pequeno e não tem propriamente nada para fazer excepto aceder a áreas que podíamos aceder de forma igualmente eficaz se fosse através num menu como nas outras entradas da série.Existem alguns mini jogos, mas a sua qualidade quando comparada com a jogabilidade sólida e polida do modo principal é tão inferir que pouco tempo passamos neles excepto para experimentar.

Outro ponto onde Everybody’s Golf perde alguns pontos é no seu modo online. As possibilidades eram quase infinitas e tudo o que está presente no jogo acaba por saber a pouco em termos de originalidade. Alguns problemas tecnicos que são inexistentes no modo para jogador a solo também aparecem aqui para estragar ainda mais um modo que fica muito aquém das expectativas e daquilo que a solo o jogo promete.

Tiago Roque

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