Análise: Tethered

Quem jogou alguma vez na vida Black and White não precisa de jogar qualquer outro jogo do género para ter acesso ao melhor que um God Game consegue oferecer. No entanto se nunca tiveram essa oportunidade antes e o grafismo do jogo é tudo menos atraente para vocês actualmente, podem sempre optar por algo mais recente como Tethered. Aqui, o jogador é encarregado de cuidar de pequenas criaturas adoráveis ​​chamadas Peeps. Eles dão muito trabalho e o jogador deve usar suas habilidades para colectar recursos, construir uma aldeia e carregar completamente o totem de cada ilha com energia espiritual para que eles possam prosperar da terra.

Cada um dos treze níveis disponíveis dura cerca de 30 minutos e começa numa ilha flutuante que deve ser explorada e habitada pelos Peeps. O jogador começa com um único ovo e o sol. Ao olhar para o sol, ele pode ser amarrado ao ovo e o calor dele causará o nascimento do ovo. Daí aparece outro pequeno Peep, que é inteiramente sua responsabilidade cuidar. Ele descobrirá o totem da ilha, que é um tipo de local onde os Peeps armazenam todos os recursos colectados. O totem também é a chave para completar todos os níveis, pois é necessário colectar energia espiritual suficiente para carregá-lo completamente. A energia espiritual é adquirida através da realização de diferentes acções no jogo, como eliminar inimigo.

O aspecto mais único do jogo é que este é compatível com VR, algo que traz obviamente toda uma originalidade ao género visualmente, mas que em termos de gameplay não acrescenta nem retira nada ao jogo. Há um monte de recursos diferentes para os Peeps recolherem como madeira, pedra, minério, alimentos e cristais. Com esses recursos, o jogador pode configurar uma Peep para trabalhar construindo ou actualizando um edifício actual. A quantidade de opções de actualização e construção disponíveis é muito impressionante. O jogador pode construir todas as estruturas habituais que você esperaria em um jogo de estratégia, como um quartel, oficina, templo, fazenda, etc. Toda vez que o jogador criar um desses, desbloqueará diferentes profissões para os seus Peeps. Por exemplo, para cada quartel que possui, dois de seus Peeps podem se tornar guerreiros. Isso adiciona um excelente elemento de estratégia para o jogo.

O jogo é surpreendentemente calmo e relaxante, isto pelo menos até o sol se pôr. Todas as noites, um grupo de inimigos tentará fazer o seu caminho através dos recursos do jogador até ao totem. É aí que o guerreiro Peeps entrará em acção, no entanto, os inimigos escolhem o Peep mais próximo para atacar. Isso pode ser muito irritante, pois depois de um Peep ter sido atacado, ele parece esquecer o que ele estava antes e temos de lançar estas ordem novamente todos os dias.

Os níveis são no geral curtos, mas temos de recomeçar de novo em cada um deles. Não existe um modo interminável onde podemos continuar a crescer uma aldeia até nos apetecer e é realmente uma pena. A apresentação do jogo é bonita, com ambientes ricos. As ilhas flutuantes cobertas de flores são deslumbrantes e as personagens são adoráveis. É um jogo com originalidade e personalidade, que peca pela falta de coragem para levar tudo um pouco mais à frente.

Tiago Roque

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