Análise: Debris

Depois de Subnautica, Debris apresenta-nos um mundo subaquático que é algo que felizmente para muitos jogadores começa a voltar aos videojogos. Para outros que tenham fobia a água, bem, procurem outra coisa. O melhor de Debris é que, embora o jogo seja estruturado com a intenção de ser uma experiência de jogo cooperativa, não nos obriga a participar num jogo para dois jogadores. Jogar a solo é bastante viável, no entanto não posso negar que jogar a dois seja de longe recomendável, não por tornar o jogo mais fácil ou algo do género, apenas torna o jogo realmente melhor. Independentemente de quem o jogador for, Ryan ou Sonya, o jogador é um funcionário da ALTA, uma empresa sobre a qual não conhecemos muito. O nosso trabalho é explorar cavernas de gelo para os detritos, que é uma fonte de energia de origem no espaço que chegou à Terra através de asteróides. Enquanto jogamos, Ryan vai perceber que algo de errado se passa, ou não seria isto um jogo, se nada de errado se passasse era de estranhar.

Jogando como Ryan, o objetivo é mais ou menos acompanhar Sonya e mantê-la segura. Sonya é responsável por recolher Debris, que é o que dá poder tanto ao fato quanto ao controle remoto Squid ROV. Sonya é também a única fonte de luz durante o jogo, por isso, mantê-la na linha de visão é muito importante. Enquanto se procura Debris, também temos de procurar por uma fuga, já que a equipa ficou presa dentro dessas cavernas de gelo. A história no geral é decente, mas é o ambiente que se destaca, até porque como já mencionei este é um jogo principalmente narrativo e de exploração. Debris apresenta-nos uma experiência cooperativa para aqueles que preferem enfrentar as profundezas sombrias com um amigo. O jogo ainda é bom o suficiente para jogar sozinho, mas tudo é melhor acompanhado e Debris foi claramente pensado para jogar em cooperativo.

Apesar de ser um jogo que atrairá mais os jogadores que gostam de jogos como Going Home, não consigo ser muito objectivo porque são jogos que gosto, acho que conhecer um mundo à parte com uma história é a melhor parte dos jogos. A ação é fantástica, mas são os mundos que podemos explorar e fazer escapar do mundo real que me fazem ligar o PC e consolas todos os dias. O aspecto misterioso do jogo pode ser um pouco mais intrigante do que o próprio jogo em si, mas é um jogo longo o suficiente para pelo menos demorar-mos muito tempo a chegar a essa conclusão. A maioria dos puzzles é bastante fácil, mas como todos os jogos do género há sempre um ou outro que nos faz empancar e isso abranda o ritmo do jogo até uma velocidade que pode deixar alguns jogadores insatisfeitos.

A Moonlight Studios fez algo de realmente especial com Debris, graças a um cuidado com a estética de qualidade e uma ótima história, mas que infelizmente não consegue chegar ao mesmo nível dos grandes lançamentos que temos visto neste género. A história é realmente interessante mas no geral acaba por ir prometendo demasiado mas nunca concretizando, ou pelo menos, a concretizar de um forma menos entusiasma do que o jogo nos levou a crer. Se tiverem um amigo no entanto a história é outra, especialmente porque são muito raros os jogos cooperativos dentro deste género e esse é o verdadeiro factor chave de Debris.

Tiago Roque

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