Análise: SEUM: Speedrunners from Hell

Speedrunning é tem o potencial para ser um género em si próprio apesar de se ter iniciado como uma forma de jogar outros géneros. SEUM explora a ideia do Speedrunning enquanto género e consegue oferecer um jogo com muito conteúdo e uma jogabilidade incrível.  Visualmente parece uma versão melhorada de DOOM  com um tema infernal com cavernas repletas de armadilhas. Há muita lava, plataformas vermelhas e perigos que têm como único objectivo frustrar o jogador. A geometria é simples com uma estética oldschool que não deslumbra mas funciona. É eficaz, embora não sofra alterações durante o jogo o que o torna repetitivo visualmente e pode se desgastar, embora o jogador se mova pelos níveis rápido o suficiente para se concentrar mais em não morrer e chegar à meta o mais depressa possível. Mas objectivamente existem mesmo poucos detalhes nos cenários.

SEUM conta também com uma banda sonora metal que assenta perfeitamente no jogo e pessoalmente como fã não me posso queixar. No entanto quem não seja fã do género talvez não concorde com a minha opinião. Mas, com uma estética como a de SEUM dificilmente um género de musica alternativo funcionaria.

Apesar de os visuais e som me terem agradado, é com a jogabilidade eo SEUM: Speedrunners from Hell conseguiu impressionar. Como o nome indica este é um jogo de speedrunning onde reflexos rápidos são essenciais. O movimento básico é realmente rápido, mas responsivo o suficiente para o jogador controlar a personagem. Há uma verdadeira sensação de velocidade e velocidade que pode ser até demais para certos jogadores. Conseguimos ter uma quantidade decente de controle no ar durante o salto, mas os níveis raramente nos dão tréguas, no entanto a jogabilidade ajuda a equilibrar tudo fazendo com que o jogo raramente deixa a sensação de injustiça. Na maior parte, a derrota e o sucesso dependem apenas do jogador, no entanto isso pouco significa dada a dificuldade de alguns níveis e o empenho necessário para dominar o jogo. Não se trata apenas de dominar o movimento mas também os power-ups de que dependemos para conseguir atingir a meta, sobreviver e acima de tudo, chegar à meta a tempo, tarefa que é normalmente a mais complicada.

Com mais de 90 níveis no jogo base, SEUM: Speedrunners from Hell oferece muitos desafios. Os níveis são curtos, mas dada a quantidade de vezes que vamos repetir cada um, especialmente enquanto não dominamos todas as mecânicas e nos últimos níveis onde a dificuldade é considerável, 90 níveis acaba por ser muito bom. Alguns níveis vão desafiar os nossos reflexos e vamos demorar até chegar ao fim, outros são mais fáceis mas obrigam a quase perfeição, com tempos muito difíceis de alcançar. Aquilo que acaba por estragar um pouco a qualidade SEUM é a diversidade visual destes 90 níveis, que é basicamente nenhuma.

Tiago Roque

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