Análise: No Heroes Here

No Heroes Here, um castle defense com um toque de nostalgia retro que tem algumas boas ideias.Um rei perde os seus amuletos da sorte numa batalha e o jogador deve encontrá-los para restaurar o reino, enquanto constrói e defende castelos cada vez maiores. Isso é tudo o que existe para a história e é a jogabilidade de defender o castelo combinada com a criação que são o foco. A história não importa realmente e podia ser retirada que ninguém notava a diferença.

Os gráficos têm  um estilo retro com pequenas figuras que lembram os clássicos da NES com melhor resolução. Os atacantes parecem minúsculos, assim como o jogador, um bocado como todos os jogos dessa altura, mas não se tratam realmente de visuais datados. A jogabilidade é rápida e há sempre muito para fazer em cada nível mesmo jogado em coop, no entanto é fácil tornar-se repetitivo porque fazemos sempre as mesmas ações. Não há muita estratégia envolvida, além de como gerenciar o tempo para executar determinadas tarefas.

Os controles são ótimos, no entanto. Saltar, escalar e executar ações estão alinhadas com o viemos a esperar deste género. E enquanto a falta de variedade torna o jogo menos agradável, os controles acabam por manter o jogo dinâmico e divertido. A música é bastante retro, bastante rápida com um toque medieval e fantasia. Em termos técnicos não há realmente nada de errado com No Heroes Here, o som é quase tão bom como o grafismo e ambos funcionam bem em conjunto.

No Heroes Here, de certa forma, traz de volta um certo charme retro, e mostra o lado positivo da era na simplicidade. A jogabilidade é ótima e o grafismo e som bastante acima da média, no entanto o jogo acaba por ser demasiado repetitivo. Sem amigos para tornar o jogo um pouco mais interessante, a jogabilidade aguenta-nos até um certo ponto, mas o desgaste da repetitividade acaba por desgastar a satisfação que temos com o jogo. Apesar de ser um bom jogo com uma boa execução não há muito para retirar do jogo além da boa jogabilidade e quando tudo é somado os visuais e a boa jogabilidade não aguentam o facto de o jogador ter de fazer sempre a mesma coisa.

Tiago Roque

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