Análise: Darkest Dungeon: The Crimson Court

The Crimson Court introduz uma nova área chamada Courtyard em Darkest Dungeon, um dos melhores e inovadores RPGs por turnos atualmente no PC. Como o nome da expansão e a arte sugere, o tema principal é sangue. Os novos tipos de inimigos têm um design impecável e variado como mosquitos enormes e algumas aberração de mosquitos humanoides com antenas que sugam o sangue dos nossos heróis. Todos eles têm ataques Bleed, junto com um repertório de movimentos que causam dano de stress. No fundo os novos inimigos são suficientes para subir o nível de dificuldade já elevado de Darkest Dungeon. A nova classe de heróis da expansão, a Flagellant, também se encaixa perfeitamente com esse tema sangrento. Os ataques e movimentos de cura são todos baseados em sangramento, então há um tipo de sistema de risco-recompensa envolvido quando se tenta recuperar HP com ele.

Novo é também um novo sistema de distritos que essencialmente permite que ao jogador gastar recursos em novos edifícios e estruturas para facilitar o rastreamento das masmorras. Existem edificios que garantem um pouco de comida grátis a cada semana, assim como um banco que nos dá uma pequena percentagem de ouro em juros.A melhor parte de tudo isso é que o jogador pode escolher quais as partes da expansão que quer que estejam activas no jogo. Se queremos apenas a nova área Courtyard e o herói Flagellant enquanto mantemos uma experiência de jogo mais pura sem a ajuda dos novos distritos, podemos optar por desligar isso no menu principal.

Depois de ativar o Courtyard começam a aparecer sinais da nova ameaça no Hamlet. Os sinais parecem relativamente insignificantes no início, com o jogo informando que o alívio do stress é um pouco menos eficaz durante uma semana. Outras vezes, podemos ver alguns mosquitos  ao redor da árvore de Hamlet. E toda a nova história secundária começa ao fim de algumas semanas a entrar no jogo principal e assumir protagonismo. A primeira missão do Courtyard acaba por ser uma dos mais difíceis em todo o jogo, e isso é em parte devido à forma como o jogo nos leva a jogar, deixando-nos completamente desprevenidos. No jogo base existem alguns avisos sobre um combate contra um boss, no entanto, a primeira missão de Crimson Court parece um pouco injusta. Com um objectivo aparentemente simples de queimar três colmeias e o fato de que a missão aparece relativamente cedo no jogo, não há absolutamente nenhuma indicação de que se tenha que lutar contra um boss incrivelmente forte.

Tudo isto se torna ainda mais terrível quando se descobre que os inimigos do Courtyard começam a aparecer mesmo em masmorras comuns fora da nova área. Estes inimigos não seriam grande problema se não fosse pela Maldição Crimson. Cada inimigo do Courtyard tem um ataque com a chance de infligir a Maldição Crimson. Uma vez que as nossas personagens estão infectados, suas estatísticas diminuem e eles se tornam menos resistentes. O pior é que, se eles não forem consistentemente alimentados com um novo item chamado The Blood, acabarão enlouquecendo. Sem uma boa maneira de curar a maldição , o jogador tem que começar a controlar quanto sangue se dá aos heróis.

Não há nada de realmente inovador em Crimson Court, nem seria de esperar vindo de uma expansão, mas há aqui novas ideias que funcionam bem dentro de um já excelente jogo, trazendo mais conteúdo de qualidade e toda uma nova camada de complexidade a um jogo que não precisava, mas que é bem vinda.

Tiago Roque

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