Análise: Mundo Jurássico: Reino Caído

Depois do sucesso do reboot / sequela Mundo Jurássico de 2015, Chris Pratt e companhia estão de volta para mais um filme da saga que Stephen Spielberg lançou. Quem viu o filme anterior sabe que o novíssimo parque jurássico sofreu o mesmo destino do anterior, por razões diferentes mas o destino foi o mesmo, acabando o filme com a destruição do parque. Reino Caído começa algum tempo depois com a ilha onde os dinossauro vivem à solta a apenas uma questão de tempo de ser destruída, matando todos os dinossauros no processo.

Claira, interpretada por Bryce Dallas Howard, lidera agora uma organização que tenta salvar algumas espécies de dinossauros, focando-se o início do filme na sua luta e na divisão que existe na sociedade entre salvar as criaturas ou deixá-las voltar à extinção. É nesta fase que voltamos a contar com a presença de Jeff Goldblum, um dos actores principais da trilogia original com a sua personagem icónica Ian Malcolm, o matemático e que neste filme tenta convencer o senado de que o correcto é abandonar os dinossauros à sua sorte.

Depois de receber uma ajuda inesperada Claire consegue voltar à ilha com um plano para salvar uma boa quantidade de espécies, mas para isso precisa de convencer Owen, Chris Pratt, o seu par romântico do filme anterior, a alinhar no plano. Mais do que isto seria estragar o filme que conta com algumas reviravoltas interessantes. No que toca a outras personagens tenho que destacar Zia e Franklin, uma veterinária especializada em dinossauros mas que nunca esteve perto de um e um perito informático que apoia a causa mas morre de medo de todas as espécies em geral mas especialmente do T-Rex.

Apesar de ser um filme que cumpre todas as marcas pretendidas e irá certamente dar o lucro que se pretendia, Reino Caído não corre muitos riscos. A história encontra sempre forma de prosseguir e pessoalmente estou bem mais interessado no que sairá do próximo filme do que aquilo que vi neste. A premissa que se cria aqui leva a série realmente num sentido interessante, mas este capítulo acaba por ser completamente desnecessário para levar a história nessa direcção. Os temas abordados são também interessantes, mas nunca senti que fossem explorados em todo o seu potencial.

No que toca à cinematografia e atuações não posso dizer que algum dos dois me tenha decepcionado. Nenhum dos actores e actrizes compromete em qualquer momento e algumas personagens ficaram realmente memoráveis graças às boas interpretações. Visualmente então é um deleite para os olhos com o CGI dos dinossauros a ser incrível e algumas imagens da ilha em destruição a serem deslumbrante. Mas um filme não vive apenas disso e a realidade crua e dura é que enquanto que o primeiro filme foi visionário em áreas técnicas e artísticas e Jurassic World foi um bom regresso às origens que expandiu o universo e criou novas questões, o Reino Caído é mais um bom filme na saga e fica-se por aí, tal como o segundo e terceiros filmes o forma no seu tempo.

Tiago Roque

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