Análise: The Incredibles 2: Os Super-Heróis

Um dos filmes mais memoráveis da Pixar é sem dúvida The Incredibles. É também essa a sequela que tem sido pedida vezes e vezes sem conta. Depois de duas sequelas de Toy Story que foram altamente bem recebidas e foram sempre pedidas pelos fãs, uma sequela de Monsters, Inc. , outra de Nemo e duas sequelas de Cars que ninguém realmente pediu, chegou a vez de The Incredibles ter direito à sequela que tanto merecia. Foram 14 anos de espera, mas que valeram bem a pena para aquela que é um das melhores sequelas da Pixar, ficando apenas atrás de Toy Story.

The Incredibles 2 começa onde o primeiro acabou, com um novo perigo e a nossa família de super-heróis a correr para salvar o mundo, mas o filme em si é muito mais do que um filme de super-heróis, fazendo algo que nem Marvel nem DC conseguiu fazer, criar um filme que quase que coloca a acção em segundo plano. O importante a reter do filme é principalmente a relação da família e o status quo da sociedade, a forma como evoluiu e para se está a deslocar.


O filme funciona de forma brilhante como critica à sociedade americana onde o homem trabalhava e a mulher tomava contas dos filhos e como o oposto coloca o orgulho masculino em causa. O vilão do filme acaba também por ser perfeito no mundo actual, colocando em causa a nossa dependência da tecnologia e a procura de uma ligação com a tecnologia ainda mais forte do que actualmente, algo que a Pixar já tinha explorado em parte em Wall-E. Mas apesar de trazer todo este aspecto de critica e comentário social The Incredibles 2 não perde a sua qualidade enquanto filme infantil. As piadas estão sempre na altura certa e são sempre eficazes e o ritmo do filme é acelerado o suficiente com algumas cenas de ação que tornam o filme agradável aos adultos mas também às crianças.

Se a história é actual, pertinente e bem contada no ritmo certo, toda a área técnica do filme é simplesmente soberba. Visualmente é um filme ambicioso mas o contrário já não seria de esperar da Pixar. É simplesmente incrível o  trabalho dado nos pequenos detalhes. Outro aspecto que salta à vista é o mundo de Incredibles. Numa espécie de hibrido dos anos 60 americanos com a modernidade, a estética de The Incredibles é bastante própria, talvez com algumas semelhantes com Despicable Me, mas que sabe tornar própria.

Tiago Roque

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