Análise: Sushi Striker: The Way of Sushido

Em 2017 quando foi revelado, Sushi Strikers não foi recebido com o animo que os jogos da Nintendo são recebido, no entanto nem todos os jogadores foram tão pessimistas e viram o potencial do conceito e o resultado final acaba por dar razão a esses jogadores com um conceito interessante e os valores de produção que a Nintendo tem mantido altos.

A história do jogo é tão ridícula como seria de esperar e fala de uma guerra entre o Império e a República que começou por causa do sushi. O Império queria manter o  sabor do sushi para si, enquanto os da República queriam partilhar esse sabor com o mundo. O império acabou por ganhar e guardou os segredos do sushi para si. Anos mais tarde Musashi, uma criança que cresceu em um orfanato, procura comida para as outras crianças do orfanato quando conhece um homem chamado Franklin que oferece sushi a Musashi que nunca tendo experimentado sushi e fica apaixonado pelo saber. Infelizmente Franklin é logo capturado pelo Império. Depois disso ouvem uma voz que pede para os seguirem para um santuário onde Jinrai os informa que eles são um Sushi Striker, e capazes de participar em batalhas de sushi e assim salvar o sushi. A história apesar de bizarra tem uma dose de humor brilhante que se enquadra perfeitamente no visual e arte do jogo.

Sushi Striker é um jogo bastante simples baseado em puzzles simples de combinação de placas de cores similares. Musashi pode conectar qualquer prato de sushi que se esteja a tocar ou não tenha outros entre eles, e pode construir um combo por sete segundos ou até que a placa de sushi toque na borda do transportador. Depois disso, todo o sushi é comido e depois recolhido numa pilha. Estas placas podem ser lançadas contra o oponente, com o jogo a continuar até que um ou outro tenha perdido. O truque é que cada oponente terá seu próprio conjunto exclusivo de sushi, que oferecem diferentes habilidades durante a batalha para que eles possam contra-atacar. Alguns dão-nos um escudo temporário, outros causam dano direto e alguns podem até mesmo colocar uma parede que não possa ser penetrada até que uma pilha de placas tenha uma certa altura. Apesar da simplicidade de conceito este não é um jogo fácil e a verdade é que dada a intensidade raramente se torna aborrecido.

Cada nível taz consigo um adversário mais complicado do que o anterior. Musashi e o seu sushi recebem experiência depois de uma vitória ou derrota, com o aumento de nível aumenta a força e a saúde do sushi. Derrotar um oponente também recompensa o jogador com estrelas e uma classificação que é dada com base no desempenho geral. As estrelas são ganhas ao completar os objetivos e ganhar várias estrelas é bastante complicado com alguns objectivos a irem bastante além do simples derrotar o adversário. Além de níveis extra no final no jogo as estrelas têm importancia para a progressão no jogo. À medida que os jogadores progridem são desbloqueados novos itens para ajudá-los durante cada luta. Alguns curam a personagem do jogador e outros itens aumentarão ou diminuirão a velocidade do sushi por exemplo e com o progredir do jogo e graças a uma quantidade enorme de variedade, existem várias maneiras de abordar o combate.Além de batalhas regulares com sushi, há também puzzles que desafiam os jogadores a fazer movimentos rápidos e comer todo o sushi. O tempo diminui a cada rodada, mas ganhar o suficiente em uma sequência recompensará Musashi com um prêmio.  Aumentar de nível também dá novas artes a Musashi, o que o ajudará no fluxo da batalha. As cutscenes em Sushi Striker são apresentadas em caixas de diálogo, o que pode ser pouco dinamico para alguns jogadores. Durante momentos importantes, haverá uma animação totalmente animada ao estilo anime que é bem mais interessante e são maravilhosamente animadas. Visualmente o jogo é aliás bastante colorido e interessante, sme nuca deslumbrar mas mantendo-se agradável à vista.

Sushi Striker acaba por se tornar um pouco repetitivo apesar de existirem boas maneiras de misturar as coisas, cada jogo parece muito semelhante entre si, além de ser preciso algum grind em alguns momentos do jogo para evoluir. Dentro do género acaba por ser um sucesso e um clássico garantido, trazendo a qualidade e valores de produção da Nintendo para um mercado mais casual.

Tiago Roque

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