Análise: Omensight

Das hábeis mãos da Spearhead Games chega Omensight. Depois do sucesso decente do seu último jogo, Stories: The Path of Destinies, o estúdio criou um jogo que tem muito em comum com Stories, mas que é uma evolução em quase todos os sentidos. Esta é mais uma vez uma jornada de ação que se apóia fortemente nas escolhas do jogador, com as suas decisões determinando o resultado dos vários cenários do jogo.

O jogador joga enquanto Harbinger, uma espécie de figura celestial que tem a tarefa de impedir o apocalipse. Para isso terá de se juntar a várias personagens, cada um dos quais desempenhando um papel importante em trazer o fim do mundo. Ao testemunhar as suas ações e compilar as informações que elas nos apresentam obtemos uma visão geral do que será esse apocalipse e as suas razões.

O pormenor que no geral separa Omensight da concorrência é que o jogador só tem um único dia do jogo para cumprir esse objectivo, o que significa que o jogador vai repetir o mesmo dia repetidamente até descobrir a verdade. Sempre que o mundo acaba somos teleportados de volta para um centro no limbo onde temos de escolher como vamos começar a investigação novamente. É um conceito interessante e que funciona. Interagindo com as diferentes personagens ou seguindo por caminhos alternativos através dos ambientes faz com que certos eventos mudem e pouco a pouco. O enredo geral tem algumas voltas e reviravoltas mas no geral é que há uma guerra entre duas facções e líderes de ambos os lados estão dispostos a fazer qualquer coisa para alcançar a vitória.

A história em si acaba por ser bastante banal, mas a forma como ela evolui é realmente interessante e quando  conseguimos finalmente descobrir um novo tópico narrativo é realmente recompensador e o jogo faz um ótimo trabalho ao manter o jogador interessado no desenrolar da história. Além de desvendar a história, o jogador tem de combater como é óbvio. Esta é outra área onde Omensight se cola demasiado a Stories, já que a jogabilidade é exatamente igual. No início temos apenas os ataques básicos  juntamente com um dodge. À medida que o Harbinger sobe de nível temos acesso a técnicas mais avançadas. O combate nunca se torna excessivamente complexo, mas há suficiente profundidade para manter as coisas divertidas.

Omensight é muito mais estável do que o seu antecessor, Stories, com uma framerate muito estável e no geral uma experiência extremamente agradável e suave. Omensight traz consigo muitas das idéias de Stories: The Path of Destinies e expande-as construindo com o sucesso do seu antecessor uma experiência mais rica que oferece bastante originalidade na forma como progride na sua narrativa.

 

Tiago Roque

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