Análise: ADOM (Ancient Domains Of Mystery)

ADOM é conhecido por ser um jogo difícil desde o seu lançamento original, sendo uma referência do género roguelike. Aqui jogamos como um guerreiro que deve lutar contra as forças do caos, sendo que a gestão da comida é um ponto fulcral. Comer criaturas inocentes faz com que a personagem se sinta culpada e a culpa faz com que a personagem seja corrompida, o que acaba por fazer com que seu personagem se junte às forças do caos, o que significa perder o jogo.

No início do jogo os jogadores  podem escolher entre doze raças e vinte e duas classes do jogo. As raças afectam a rapidez com que a personagem sobe de níve, equipamentos e outros aspectos do jogo. As classes, por outro lado, oferecem ainda mais pontos fortes e habilidades, bem como fraquezas. As classes de ADOM são notoriamente desiquilibradas e apesar de o jogo nos complicar a vida existem algumas classes mais indicadas para iniciantes. Se o jogador se tornar neutro para tentar a grande maioria das quests, a personagem receberá uma grande quantidade de dano de fogo de vez em quando e perderá todos os benefícios da classe.

ADOM vai parecer bastante familiar para aqueles com alguma experiência no género. Os atributos da personagem são determinados pela raça, classe e outros fatores. O jogador seleciona as estatística, que também vários benefícios menores. Uma vez no jogo e em combate, o dano é causado em forma de dados virtuais bastante ao estilo Dungeons & Dragons.

A história de ADOM é bastante simples, com o jogador a estar numa terra pacífica, mas em que criaturas e outros servos do caos causam a guerra e destruição na terra e entre uma multidão de outros heróis o jogador tem de detê-los. As personagens neutras  e boas agem principalmente como herói comuns, salvando bandidos e resgatando pessoas. Algumas quests oferecem opções entre resoluções pacíficas e caóticas, aumentando ainda mais o alinhamento da personagem em direção a um desses caminhos. Um jogador que está completamente corrompido transforma-se numa massa contorcida de caos não adulterado o que resulta em perder.

Quanto à jogabilidade, apesar de ser um roguelike tradicional há muito para decobrir neste aspecto. Qualquer objeto que possa ser apanhado pode ser lançado e existe variedade de maneiras diferentes de completar as masmorras geradas aleatoriamente. O jogador pode usar as suas habilidades para partir paredes, comer os cadáveres dos inimigos ou até usar uma poção num inimigo para o acalmar. O combate de ADOM é  simples e baseado em turnos. Podemos atacar ou atirar com armas de fogo sobre qualquer inimigo à vista, ou caminhar até um inimigo e atacá-lo de perto. Enquanto que algumas masmorras são geradas aleatoriamente, outras são predeterminadas e isso ajuda a criar uma espécie de ponte entre várias tentativas e além disso a manter a qualidade das masmorras num certo nível, uma vez que o conteúdo aleatório além de se tornar semelhante, nem sempre apresenta a qualidade pretendida.

O gráfismo da  versão mais recente do jogo são extremamente simples mas coloridas, dando uma aparência mais interessante aos cenários e personagens dos jogadores e inimigos. Os ambientes são feitos de conjuntos de peças atraentes, que também são bastante simples, mas sempre dão uma ideia de onde se anda. A música é também fantástica, muitas vezes composta por músicas simples e rústicas que se enquadra perfeitamente no jogo. No geral é um bom jogo mas que assuta novos jogadores graças à dificuldade. Existem algumas coisas que se podem fazer como escolher as raças e classes mais indicadas para principiantes mas no geral o jogo não tem misericordia.

Tiago Roque

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