Análise: The Pillars of the Earth

Sendo uma adaptação fiel do livro do mesmo nome de  Ken Folle, lançado em 1989, ninguém pode acusar The Pillars of the Earth de ter uma má história e sendo a história o foco do jogo, o mais importante está garantido. Para aqueles com paciência, há uma história maravilhosa de corrupção política, autodescoberta e confiança religiosa para descobrir. No entanto, para qualquer pessoa que tenha pouco tempo é difícil recomendar um jogo que tem um ritmo lento e apesar da boa história, a forma como nos é contada nem sempre é a melhor. Mas aqueles que derem tempo ao jogo e tiverem no geral alguma paciência, vão encontrar aqui algo realmente bom. O jogador controla dois personagens com histórias entrelaçadas, Philip e Jack, duas personagens que se cruzam e são bastante distintas uma da outra.

A história destes dois personagens é o principal destaque de The Pillars of the Earth, assim como a forma como as suas histórias se juntam e se influenciam. Mas é a história em geral e o role de personagens secundárias que fazem o mundo atingir um patamar mais algo. Cada ambiente, cena e personagem também tem o seu próprio visual único pintado à mão, sendo que os visuais do jogo são o aspecto mais impressionante do jogo. The Pillars of the Earth aborda temas grandiosos e mundanosO rei Henrique I da Inglaterra morre sem um herdeiro, o sobrinho e a filha enfrentam-se sobre qual deles deve tomar o seu lugar e esse choque causa turbulência na Inglaterra, levando a guerras.

Enquanto que a luta política faz parte da grande história,  The Pillars of the Earth mergulha mais fundo nas suas personagens, mostrando momentos íntimos e tranquilos, criando duas camadas narrativas das quais o jogo beneficia bastante. O grande elenco de personagens únicos desenvolve essa história, adicionando camadas secundárias de motivação à história do jogo e os  momentos de diálogos são ajudados por um trabalho de voz forte e um roteiro maravilhoso. No entanto, apesar de não ser incomum os jogos de aventura renunciarem à ação pela narrativa, The Pillars of the Earth é realmente lento, o que o torna muito dificil de recomendar.

Infelizmente existem também uma série de questões técnicas que causam alguns problemas no desenrolar do jogo. Carregar novos ambientes diminui a framerate quase sempre e os personagens às vezes falavam uns sobre os outros, dificultando o acompanhamento de qualquer linha de diálogo. O jogo também tem uma necessidade enorme de carregar a cada nova área ou até cada vez que reproduz uma nova cena, o que é realmente exagerado e frustrando, especialmente porque este é um jogo com um ritmo já lento e este problema consegue realmente atrapalhar ainda mais o interesse pois sempre que a história pode avançar temos problemas de framerate e um tempo de carregamento exagerado.

The Pillars of the Earth requer muita persistencia e paciência do jogador, mas também consegue recompensá-lo com um história fascinante cheia de grandes personagens. Pode não ser um jogo para todos, uma vez que deliberadamente escolhe levar o seu tempo para chegar a todo e qualquer lado, seja um local ou um ponto narrativo. No entanto, para os jogadores que gostem de dramas emocionantes, e não se importam de esperar,  The Pillars of the Earth recompensarão a sua paciência com uma história simplesmente soberba.

Tiago Roque

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