Análise: Earth Atlantis

Imaginem um mundo em que as mudanças climáticas já aconteceram e todo o planeta está debaixo de água. Earth Atlantis pega nessa ideia e dá-nos um jogo em que o jogador explora um mundo onde tudo está debaixo de água e onde encontramos prédios e monumentos conhecidos debaixo de água, numa lembrança constante do que podemos perder se continuarmos na espiral destrutiva que nos encontramos.

As máquinas dominam o mundo no futuro pós-apocalíptico de Earth Atlantis e  adotaram as formas de vida marinha desde moluscos a caranguejos e polvos, o que no geral torna possível alguns bons combates contra bosses.  Como caçador, é o nosso trabalho explorar a área e livrá-la dessas gigantescas monstruosidades oceânicas, desde os pequenos robôs que não causam grande desafio até aos maiores que são realmente complicados. Felizmente existem power-ups que podem ser obtidos de caixas e barris que conseguimos encontrar escondidos em cantos e recantos, cada um contendo uma carta de arma. Fritar inimigos pequenos larga Ps que melhoram a arma primária e Es, Hs, Ms e Bs, que são Eletricidade, Mísseis, Mísseis e Bombas, respectivamente. Recolher mais da mesma carta melhora ainda mais essas armas, mas  pegar uma carta diferente significa perder a arma anterior. Quem se lembra de Contra na NES sabe que nunca se larga uma boa arma por isso cuidado.

Earth Atlantis é um bom bullethell e como tal existem momentos tensos quando se encontram muitos inimigos que apareceram nas proximidades, mas no geral o jogo é acessível, mesmo quando encontramos um boss, uma vez que estes são daqueles inimigos com um padrão de ataques que não varia muito e se repete enquanto o combate durar. Quando um boss é derrotado voltamos para o ecrã do título que nos informa o quanto da lista de procurados conseguimos derrotar dessas feras mecânicas, e podemos continuar a partir daí. Conforme os bosses morrem, mais seções se abrem, dando ao jogo algumas mecânicas de Metroidvania também. No entanto o jogo faz um péssimo trabalho em dizer o que temos de fazer. O ecrã de carregamento informa que somos informados dos objectivos e existe um mini mapa mas não há grande forma de descodificar o que é representado no mini mapa e para mim a sua utilidade não foi muita, isto pelo menos até perceber o que era representado.

Assim que conseguimos perceber o mapa e como o sistema de armas funciona, todo o jogo se  torna bastante mais atraente. Em termos técnicos, a música faz um bom trabalho em imergir o jogador na estética do jogo que é bastante original e tem alguma qualidade, apesar de não ser muito colorido, faltando algum contraste que pode não agradar a todos os jogadores.

Apesar de existir alguma inconsistência com a dificuldade dos bosses, Earth Atlantis é um jogo que acaba por fazer bem mais coisas bem do que mal e o resultado final é bastante agradável e irá agradar a fãs do género, mas apenas a esses.

Tiago Roque

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