Análise: Golem

Golem é um jogo que puzzles que consegue contar uma pequena e adorável história sem sequer nos chatear com cutscenes ou diálogos. Uma jovem foi encarregada de recolher água para sua aldeia porque uma seca atacava a sua a terra há muito tempo e a água é uma mercadoria rara, encontrada apenas em algumas poças ao redor de uma torre. Uma maquinaria há muito adormecida, cujo uso foi esquecido durante séculos está aqui e a raparia encontra areia molhada e começa a cavá-la, mas em vez de uma fonte de água, ela descobre uma esfera brilhante. O mistério adenssa-se e o jogo prossegue.

Mesmo que a esfera pareça estar viva, ela não tem vontade própria e reage à personagem e o jogador tem de usar a sua energia para resolver os primeiros puzzles. A nossa personagem pode escala mas quando precisa de atravessar uma piscina ela decide jogar a esfera por instinto o que transforma a esfera num Golem que dá nome ao jogo e é o centro da jogabilidade. As ações da rapariga são controladas apontando e clicando. A visão pode ser panorâmica com as teclas das setas e ampliada com a roda do rato para obter uma melhor imagem do ambiente. Abrir um caminho requer acesso a várias alavancas para movimentar partes da estrutura, que no decorrer do jogo evoluiu de dificuldade até atingir várias zonas da torre em simultaneo.

Como o golem evolui por todos os outros níveis, o mesmo acontece com os puzzles. Primeiro, a menina apenas empurra a esfera para ativar plataformas e portas de energia. Quando o golem ganha pernas, ele pode ser comandado e seguir a rapariga o que torna os puzzles ainda mais complexos pois passam a contar com as ações das duas personagens um pouco como no jogo Brother. A fase de evolução de cada golem representa um arranhão inicial quando se trata de resolver puzzles. Não há tutoriais para orientar o jogador e como é impossível morrer no jogo ou ficar sem saída tentativa e erro estão fora de questão. Não importa o quão complicada seja a situação em que o jogador está, é sempre possível progredir.

A jogabilidade acaba por ser o ponto mais fraco de Golem uma vez que temos que clicar para tudo o que queremos fazer no jogo e este ficaria a ganhar e muito com o controlo directo das personagens, algo que é fundamental para o jogo chegar a um publico mais abrangente pois desta forma não há forma de jogar com um comando.

A Longbow Games oferece-nos um jogo em que resolver puzzles é satisfatório em si mesmo, sem outras recompensas e isso acaba por funcionar. As mecânicas de jogo são viciantes e a história em forma de pequeno conto é bastante interessante mesmo sem qualquer linguagem envolvida, no entanto a jogabilidade é bastante limitada.

Tiago Roque

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