Análise: Holy Potatoes! A Weapon Shop?!

Lançado pela Rising Star Games e desenvolvido pela Daylight Studios, Holy Potatoes! A Weapon Shop?! é o primeiro de uma trilogia para a Nintendo Switch que foi  lançada há alguns anos para PC e dispositivos móveis e é um jogo de simulação onde o jogador gere a sua própria loja de armas enquanto expande os negócios num universo de batatas. O conceito não é muito difícil de entender, isto se ignorar-mos a  parte das batatas. O jogador começa como uma batata inexperiente que herdou menos de um por cento de uma loja de armas mas isso não nos  impede de executar operações diárias loja e é aí que o jogador tem o papel activo, pois é o seu trabalho construir o negócio a partir do zero para torná-lo a mais famosa do mundo das batatas.

Com a ajuda de um casal de ferreiros que estão prontos para forjar armas e vendê-las a heróis temos de gerir o negócio, especialmente a rotina diária. Com mais de 70 heróis a quem vender e cerca de 200 armas para forjar, a maior parte do tempo será gasto na recolha de materiais, elaboração e venda. O negócio pode ser expandido em 20 áreas diferentes ao longo do tempo e há 30 ferreiros diferentes e ainda 20 heróis da cultura pop lendários para descobrir e um cão de batata para adotar. O sentido de humor do jogo é o seu ponto mais forte, o que juntamente com o aspecto visual e música fazem um jogo bastante interessante.

Quanto mais tempo se investir no negócio, mais oportunidades surgirão e com o decorrer do jogo irão aparecer tarefas mais complicadas que colocarão o negócio em risco se não equilibrarmos as contas da loja corretamente. Como a maioria dos outros jogos de loja de armas tudo o que fazemos tem um preço, seja monetário, ou mesmo à custa da reputação  da loja. Cada ferreiro tem um salário e para que os itens sejam feitos temos de enviar um deles para viajar para outras áreas dentro do mundo para comprar materiais de fabricação específicos. As armas variam entre espadas, arcos e amachados e sempre que uma arma for forjada temos de lhe dar um nome, oq ue nos dá alguma ligação pessoal a cada arma que criamos.

A profundidade do jogo está dentro do sistema de forjamento, venda, compra e pesquisa. Como se constrói a fama da loja e fortuna de seu negócio a partir daqui é com o jogador, sem o jogo nos dar qualquer tipo de indicação de como proceder. Cada ferreiro tem níveis que em troca beneficiam o negócio e reputação. Sempre que o jogador enviar um ferreiro para vender armas, haverá uma série de heróis que oferecerão uma certa quantidade de moedas, sendo importante atribuir a arma certa ao herói certo para que ela alcance o nível máximo. Podemos arriscar vender uma determinada arma para uma batata que não se especializa numa determinada área mas pode não correr bem.

Esta versão para a Switch apesar do desempenho razoavelmente bom, parece um pouco inferior às iterações existentes devido à interface do usuário desajeitada e confusa. Não parece compatível com os Joy-Cons e, mesmo no  ecrã de toque, pode ser difícil navegar pelos menus. Os menus ocupam também muito do espaço do ecrã e em modo portátil o texto e as estatísticas podem parecer incrivelmente pequenos. O tutorial também não é simples e resume-se a um monte de texto e informações sobre como executar tudo.

Tudo somado Holy Potatoes! A Weapon Shop?! é uma boa proposta de um género que já foi tão bem executado como aqui, mas esta versão para Switch não consegue ser superior em nada às versões do mesmo jogo lançadas anteriormente.

Tiago Roque

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