Análise: The Spectrum Retreat

The Spectrum Retreat é um jogo que tenta a todo o custo ser o próximo Portal. A personagem do jogador acorda num quarto de hotel sem nenhuma lembrança. Uma equipa de robôs trabalha no resort, que é bem mais uma prisão de realidade virtual de alta tecnologia do que um hotel. Com a ajuda de um misterioso novo amigo, o herói invade o coração do hotel para descobrir estranhos puzzles que envolvem a troca de cores de cubos. As duas vertentes da jogabilidade não têm a interligação e fluides que o jogo da Valve tem parecendo basntante distintas uma da outra, seja visualmente como narrativamente. Segurando uma cor permite a passagem através de barreiras de incandescência com a mesma cor, com o objetivo de alcançar o elevador no final de cada nível, movendo-se através de cada barreira de cor.

À medida que o jogo avança, os puzzles tornam-se mais complexos e até incluem novos mecanismos, como dispositivos de teletransporte. À medida que os jogadores resolvem os puzzles a história vai também evoluindo e progredindo a um ritmo um pouco lento e e a finalidade do hotel é descoberta através de registros de texto escritos e se o jogador tiver paciência para descobrir toda a história esta revela-se bastante interessante, infelizmente a forma como é apresentada não o é.

Claramente inspirado em jogos como Portal  este desafiante jogo de puzzles na primeira pessoa não é um jogo super acessível e apesar de os puzzles começarem bastante simples, revelando soluções por tentativa e erro, mesmo que não se entendam os princípios por trás deles. Mas depressa tudo se complica e os puzzles tornam-se mais difíceis e complexos, forçando os jogadores a examinar cuidadosamente o ambiente que os rodeira à procura de  maneiras ocultas de obter cores. Os conceitos do jogo não são inteiramente originais mas não posso dizer que não exista uma boa dose de satisfação sempre que resolvemos um deles.

A história tem também bastante potencial para ser convincente mas a narração é estranha e estranhamente desconectada dos enigmas. O tempo gasto a explorar o hotel é um pouco aborrecido, com longos intervalos gastos recuando através de corredores desinteressantes enquanto se descobre como chegar aos novos pisos. A exposição que acontece aqui é muito esparsa e muito distante dos puzzles para que a história mantenha a nossa atenção mesmo que tenha o tal potencial para ser interessante. Mas mais envolventes são as ocasionais narrativas que surgem enquanto resolvemos os puzzles e infelizmente não estão bem elaborados e ligados ao resto.

The Spectrum Retreat fica-se infelizmente pela promessa. É um jogo que tinha tudo para dar certo e ser o próximo Portal, mas nunca atinge um nível sequer perto do jogo da Valve.

Tiago Roque

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