Análise: Unavowed

A Wadjet Eye é a maior responsável por manter o género de aventura point and click vivo. Da mesma forma que a TellTale conseguiu tornar popular o género fazendo algumas cedencias, antes do seu infeliz desfecho que deixou muitos jogadores sem poderem ver o final de bons jogos.

Unavowed é o produto de quatro anos de desenvolvimento constante e este é um dos melhores jogos do estúdio e por consequência um dos melhores jogos do género pelo menos desta década, estanto quase ao nível dos melhores jogos que os clássicos da Lucasarts nos trouxeram à muitos anos.

Em termos de enredo, a história começa com o momento em que protagonista acorda de repente no meio de um exorcismo, o próprio, enquanto uma equipe de investigadores sobrenaturais tenta arrancar o demónio que está no corpo dele. O jogo passa-se em Nova York e depois de livre do seu controlo o jogador tenta rastrear o que quer que seja que o demonio estava a fazer enquanto possuia a personagem.

O herói passa a primeira metade do jogo montando uma equipa de elementos com poderes místicos para o ajudar a desvendar os enredos do demónio, e o jogo obriga o jogador a trazer apenas um par deles em cada caso, dependendo das necessidades de cada um e dos poderes de cada personagem. Nenhum desses caminhos de puzzles ramificados é radicalmente diferente, mas o senso de controle que oferece e as variações s na caracterização que eles impõem permitem que o jogo pareça uma experiência altamente pessoal.

Unavowed é, sem qualquer sombra de dúvida, o melhor jogo da Wadget Eye e todos os pequenos problemas técnicos do género foram resolvidos principalmente porque a tecnologia tem evoluído a olhos vistos e a escrita e design nunca foi melhor. Mas, mesmo além disso, é um candidato a uma entrada de topo no género dos jogos de aventura. Infelizmente não é um jogo que irá criar novos fãs do género, apenas dar aos que já são fãs algo de fantástico e memorável que cimentam a importância da Wadget Eye no género.

Tiago Roque

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