Análise: Yoku’s Island Express

Existem alguns que quando combinados funcionam melhor do que isolados, alguns desses até que dificilmente sonhariamos colocá-los juntos. Yoku’s Island Express combina elemetnso de plataformas de ação com ideias de pinball, o que pode parecer por todos os indicadores conhecidos uma receita para o fracasso mas que surpreendentemente funciona e o resultado final combina os dois gêneros melhor do que eu poderia alguma vez esperar. Mas muitas vezes a verdadeira inovação vem de lugares surpreendentes e o resultado final é um dos jogos mais inovadores e inteligentes que joguei recentemente.

Yoku é um escaravelho que dá à costa numa pequena ilha e é encarregado do serviço postal local. Quando ele chega à cidade, ele descobre que a descontraída vida na ilha foi perturbada por alguém chamado God Eater que já matou três quartos das divindades das ilhas e tem planos para a quarta. A única chance de salvar a ilha é encontrar os líderes das três facções e reuni-los e através de um ritual salvar a ilha.

É difícil explicar exatamente como o resultado final acaba por ser tão bom mas a verdade é que este combina plataformas de ação em volta de habilidades com mecânicas de pinball. Tem havido muitos jogos do género Metroivania a sair e quem olhar sem muita atenção pode achar que este é mais um jogo bonito do género mas a adição de elementos de pinball às plataformas é o que torna Island Express tão distinto.

Os controles são também bastante únicos, e a mecânica base é o que diferencia este jogo.Yoku está preso à sua bola por uma corda curta, e os dois são bastante inseparáveis. Yoku não pode saltar e é obrigado a empurrar a esfera sempre que não estiver sendo arremessado por alguma outra força, portanto o jogador tem de usar o cenário para progredir no nível. É interessante ter uma bola viva para controlar e mesmo aqueles que não conseguirem dominar o conceito podem ter sucesso através da persistência uma vez que não há limite de tempo, e só se perdem alguns dos abundantes captadores de frutas da ilha se perderem.

Essas frutas são uma recompensa por completar as secções de pinball, e também podem ser encontradas na natureza, ou ao completar objetivos da missão e Yoku pode gastar as frutas para desbloquear aquilo que eu chamaria de movimentos adicionais, que normalmente fornecem caminhos alternativos ou abrem o caminho para novas seções do mapa. Embora a física do pinball seja o centro das atenções, o mundo que o Yoku apresenta gráficos 2.5D muito coloridos e detalhados que vão desde florestas a uma montanha cheia de neve e vento. No geral os cenários são soberbos e além disso podemos ainda contar com personagens divertidades e NPCs que não ficam atrás de nenhum dos aspectos do jogo.

Se gostam de jogos diferentes mas com mecânicas sólidas, Yoku é altamente recomendável, especialmente se gostarem das suas ideias principais, ou seja jogos de plataformas e pinball. Mas se não gostarem também não desanimem uma vez que o jogo é bem mais do que a soma das suas partes.

Tiago Roque

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