Análise: Coffence

A Sweet Bandits Studios dá ao género de luta um jogo em tudo diferente de tudo o que já foi feito até hoje, colocando dois jogadores a lutarem através de chávenas de café, numa espécie de esgrima muito estranha que tem no humor o seu ponto mais forte.

Coffence coloca duas personagem um braço atrás das costas a duelar com uma chávena de café à escolha. O objectivo do jogo não é derrotar o oponente mas sim acertar na chávena de café do adversário e fazer com que a chávena perca algum do precioso fluido e no final ganha quem tiver mais café na chávena.

Bater no copo faz com que uma bolha líquida voe, bolha essa que pode recuperada por qualquer um dos jogadores. Isto leva a batalhas bastante tensas entre os jogadores e no geral o ritmo do jogo é gigante durante todo o jogo, especialmente porque o jogo se baseia num sistema tringular tipo papel pedra tesoura em que os ataques disponíveis são contrariados pelo par correspondente, tendo os jogadores de decorar, dominar e antecipar os ataques adversários.

Embora este sistema pareça relativamente complexo no papel, a execução da batalha é bastante simples. Com o movimento atribuído ao analógico esquerdo e a direcção da chávena no direita, as batalhas tendem a ser um pouco desajeitadas. Faz parte da diversão e nunca ficamos realmente chateados por perder. É um daqueles jogos competitivos em que nos rimos bastante mais do que competimos e todo a estética do jogo ajuda a esta ideia.

Há muito para brincar aqui mas o sistema central do jogo é realmente muito simples. Para manter os jogadores entretidos, há um breve modo de história para cada personagem com cinco combates. A lista é bastante simples e curta e não existe realmente nenhuma personagem que salte à vista, no entanto enquanto grupo têm uma boa dose de humor. Como já referi o humor é realmente a peça central de tudo isto e a única razão para jogar Coffence já que no geral os seus sistemas são básicos e oferecem muito pouco e dão muito pouco espaço a progressão até da habilidade do jogador.

Tiago Roque

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