Análise: Exorder

Exorder é um RPG por turnos, desenvolvido pela Solid9 Studio e chega agora à Nintendo Switch, oferecendo um modo a solo razoável e multijogador evitável assim como uma ampla gama de desafios para completar. Infelizmente o que é oferece pode ser muito, mas raramente é bom. Na campanha para um jogador, o jogador é Beyla, a legítima herdeira do trono que tem de lutar pelo seu direito à coroa. Ao longo das doze missões temos de completar os objectivos designados de forma a completar esta missão e a paciência é a chave do sucesso já que temos de dominar todas as unidades do jogo, assim como edificios para conseguir chegar a algum lado.

O combate por turnos de Exorder é divertido, com uma variedade decente de personagens, mecânicas e ataques, tornando a jogabilidade variada e adequadamente exigente. No entanto o combate quase sempre parece pouco recompensador com a grande maioria dos personagens de IA a parecer mais resistente do que deveria ser e o jogo acaba por parecer injusto e frustrante na grande maioria do tempo.

A má qualidade do jogo não ajuda a aliviar essa frustração já que cada turno é laboriosamente longo com muitos bugs à mistura que ainda prejudicam mais a experiência. Embora a qualidade gráfica do jogo seja razoável, há tantos problemas de desempenho que realmente o pouco bom que nos é apresentado cai para segundo plano e a frustração é a sensação mais prevalente já que os controlos são tudo menos bons. Os controles touchscreen são facilmente os melhores, com movimentos de precisão sendo muito mais fáceis de controlar já que com os JoyCon simplesmente fazemos coisas que não queremos.

Para alguns, Exorder pode ser uma tarefa fácil, mas para a maioria, cada nível da campanha exigirá várias tentativas e tendo em conta o grande número de problemas do jogo, os aspectos positivos são rapidamente esquecidos, e por muito que o jogo consiga fazer bem o mau consegue ser muito pior do que o bom é bom.

Exorder tinha o potencial de ser óptimo, mas as suas dificuldades técnicas, vozes horriveis e jogabilidade frustrante contribuem para uma experiência decepcionante que não irá agradar nem aos fãs do género.

Tiago Roque

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