Análise: Sword Legacy Omen

Sword Legacy Omen é um RPG por turnos surpreendentemente competente com fantástica arte 2D e uma apresentação elegante que apesar de não ser perfeito merece algum respeito uma vez que consegue níveis de qualidade bastante elevados nas suas principais componentes. A história é baseada na lenda do Rei Arthur mas acontece bem antes de este nascer durante a vida do seu pai Uther e gira em torno da sua busca para recuperar o seu reino, fazendo ainda referência a muito do que viria a seguir, sendo uma espécie de história de origem de toda a mitologia que viria a ter o papel central na história mais do que conhecido de Arthur.

O jogo consegue ser freqüentemente brutal e sangrento, cheio de magias do mal e feiticeiros . Merlin não é o sábio Gandalf da história, mas um feiticeiro amaldiçoado com visões e a sempre presente tentação da loucura, e Uther não é um rei impecável, mas um bêbado. A história acaba por ser uma lufada de ar fresco já que nos dá uma atmosfera muito diferente do que a história original e em vez de uma história sobre cavaleiros nobres a atingir objectivos nobres para damas belas e outros clichés medievais.

A espinha dorsal real deste jogo, porém, é o combate, que é onde o jogo brilha por mais curta que seja essa sensação. A configuração básica é muito semelhante a jogos com Xcom, onde o jogador tem de se mover ao longo de um campo de tabuleiro de xadrez entre obstáculos, armadilhas e explosivos, enquanto se esconde. O que é único aqui é o quanto se pode ignorar isso, adotando táticas rápidas. O jogador tem uma quantidade definida de pontos de ação por turno que podem ser usados para qualquer ação e pode ligar ataques juntos se estiver perto o suficiente ou usar habilidades de movimento longas. Cada classe começa ou pode rapidamente ter desbloqueados vários movimentos com efeitos de knockback. Ao contrário da maioria dos jogos, no entanto, esta habilidade não é para a limpeza do espaço, mas sim uma fonte de danos imensos. Quando um objeto é derrubado num inimigo ele pode levar até mais de metade da vida num único golpe. Tudo somado torna este um dos jogos por turnos mais rápidos que já joguei.

Os visuais completam o excelente pacote do jogo, completos visuais 2D, a partir dos fundos desenhados à mão dos níveis e mapa do mundo, e cenas da história narrada e as interações entre personagem em forma de BD, o estilo de arte é nítido e detalhado num belo tema sombrio e gótico que adiciona muito ao conto de fantasia sombria do jogo. Infelizmente as animações das personagens não mantêm os mesmos níveis de qualidade. As animações de Overkill mostram os inimigos a serem desmembrados de forma gloriosa e que contrastam com as restantes do jogo.

A duração é outroproblema no jogo já que explorar todos os níveis e recolher tudo leva cerca de 7 a 10 horas. Existe um sistema de progressão decente e lógico a ser seguido, mas requer que se repitam as mesmas missões vezes sem conta.É um jogo simples que nunca exagera nem abusa do tempo que requer ao jogador e dado o investimento do jogo não é um grande problema. Pode não ser tão bom como outros jogos do género mas para quem é fã do género é um jogo a ter em conta.

Tiago Roque

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