Análise: Energy Cycle Edge

Energy Cycle Edge é a continuação de Energy Cycle, não que o jogo tenha história mas é a continuação em termos de mecânicas e os jogadores que jogaram o primeiro saberão exactamente o que esperar. Os jogadores são apresentados a uma série de níveis progressivamente complexos. O layout do menu e a interface do jogo são limpos e concisos, mas o jogo não nos dá grande noção de como se joga. Não há tutorial nem página de ajuda no jogo e isso não faz com que o primeiro impacto seja bom.

O principal problema é que o conceito do Energy Cycle Edge é tão distinto que mesmo que seja simples não é obvio, ou pelo menos não é de todo tão óbvio como os criadores acham que é.  Simplesmente saltar para dentro do jogo é simples mas mal entramos dentro de um nível não é de todo simples ter sucesso. Quando se seleciona um nível temos um layout de células que vêm em cores variadas. O objectivo do jogo é transformar todas essas células da mesma cor. Quando se ativa uma célula para alterar sua cor, ela também activa qualquer outra célula que esteja directamente conectada e quaisquer células adjacentes numa linha reta. Os primeiros níveis são realmente simples pelo menos, mas a falta de tutorial nota-se na mesma.

Infelizmente o jogo é também altamente aborrecido já que os níveis de 180 graus do início são muito básicos assim que se percebe o conceito. Depois de ultrassar esses níveis o jogo melhora consideravelmente com os níveis seguintes. Os níveis de 180 graus são bidimensionais no que diz respeito à resolução dos puzzles, no entanto, à medida que se passa para os níveis de 90 graus, 45 graus e níveis 3D completos temos níveis de complexidade muito superiores.

Além de o jogo ter saltos de complexidade e não ter tutorial, a realidade é que oferece muito pouco ao jogador em troca. Acredito que jogar noutra plataforma seja um pouco mais interessante, mas para jogar no PC acho que seria de esperar algo mais completo do que completar nível atrás de nível sem mais nada a acrescentar. Se o jogo tivesse uma melhor curva de aprendizagem poderia ter sido mais agradável. No entanto, como está, é um jogo extremamente irritante que apesar de a sua base  funcionar, são as pequenas coisas e a frustração acumulada que o prejudicam.

Os visuais do jogo estão longe de impressionantes. As células brilhantemente coloridas são confusas com o que as rodeia. A banda sonora é em termos de apresentação o seu ponto forte, mas o que nos é apresentado não é de todo algo maravilhoso.

Energy Cycle Edge não é acessível e a dificuldade tem saltos tão frustrantes como o seu primeiro impacto. Apesar de começar por ser acessível mesmo essa primeira acessibilidade vem com o custo de ser aborrecido no início.

Tiago Roque

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