Análise: Fly Punch Boom!

Há jogos fáceis de descrever e há outros bastante difíceis. Mas há também Fly Punch Boom!. Se existe jogo dificil de categorizar é este, mas no fundo é um jogo de luta que tenta recriar as lutas mais épicas e “over the top” que já viram no mundo anime. Quando Goku voa pelo ar e acerta aquele mega soco no Vegeta que o lança contra uma montanha e logo a seguir Goku voa para o segundo soco e desencandeia uma chuva de socos entre os dois. Este é o tipo de batalhas que Fly Punch Boom! tenta recriar e tenho que admitir, com algum sucesso.

Aquilo que mais salta à vista logo em Fly Punch Boom! é o estilo visual. Para um jogo que tenta tanto simular um tipo de combate em específico e que é tão característico como o da animação japonese a expectativa é que o jogo pareça um jogo anime, mas Fly Punch Boom! está muito mais perto da animação da Cartoon Network do que do mundo anime, muito semelhante a um jogo das Powerpuff Girls por exemplo. Não quero com isto dizer que é mau, até porque adorei em especial a animação das personagens e dos cenários, mas estava realmente à espera de algo diferente. Se adorei a animação não posso dizer o mesmo das personagens. As personagens de Fly Punch Boom! são na minha opinião do mais genérico que poderiam ser e nem sequer consigo descrever em detalhe cada uma delas já que parecem desenhos coloridos genéricos. Isto felizmente não é grande problema já que todas elas parecem ser exatamente iguais no que toca à jogabilidade.

Falando de jogabilidade, Fly Punch Boom! é muito simples e muito dificil ao mesmo tempo. Se estão à espera de um jogo de luta mais perto do tradicional o mais perto que vão ter disso é o menu do modo arcade que relembrou-me bastante Mortal Kombat com o adversários empilhados do lado direito e a nossa personagem seleccionada do lado esquerdo, mas fora isso este jogo é muito mais ritmico do que um jogo de luta. A liberdade de movimentos é total já que podemos voar por todo o mapa, mas o combate em si é muito limitado, ficando-se por eventos quick time em que o sucesso do combate depende de carregar na terra correta a tempo. Outro aspecto que influencia o resultado de um confronto é o ataque que escolhemos. Podemos lançar, atacar ou contra-atacar e as três opções funcionam num sistema papel, pedra, tesoura já que o ataque anula o lançamento, o lançamento anula e contra-ataque e como seria de esperar o contra-ataque contraria o ataque.

Como já referi existem várias personagens mas todas elas são iguais em termos práticos. A variedade de níveis é o grande ponto forte na minha opinião já que existem espalhados por cada mapa uma série de eventos que são despoletados se lançarmos o adversário contra certas zonas. Estas zonas podem também resultar numa vitória imediata desde que o adversário falhe em carregar na tecla certa a tempo. Em termos de modos também não há muito a falar já que temos apenas multijogador local e online além do modo arcade. Infelizmente o modo online está praticamente vazio.

Fly Punch Boom! tem muitas falhas, um estilo visual que não se adapta ao conceito e falta de variedade das personagens e modos de jogo. No entanto o conceito base tinha potencial e consegui ter alguma diversão com Fly Punch Boom!. Apesar de não poder recomendar o jogo a todos os jogadores acho que se pode encontrar algo para gostar aqui, mas não por muito tempo.

Tiago Roque

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