Antevisão: Spirit Oath

Spirit Oath é uma das melhores experiências que joguei nos últimos tempos, pelo menos no que toca a jogos em Early Access. A arte do jogo é soberba, a jogabilidade simples mas gratificante e o jogo tem uma certa mistica interessante. Infelizmente o jogo está recheadod de uma série de problemas ainda que me impediram de realmente desfrutar do jogo. Logo no tutorial o jogo deixou de mostrar o cursor depois do segundo ecrã, a resolução ultrawide do meu ecrã não era suportada pelo jogo o que me deixava parte da UI escondida e por vezes não conseguia avançar no jogo porque não conseguia carregar em nenhum botão que me permitisse avançar.

Em Spirit Oath jogamos como um guardião da floresta que acordou de um longo sono por causa do aparecimento de forças da escuridão. O jogador tem de utilizar os seus poderes espirituais para conjurar espíritos para derrotar as forças do mal. Em termos de mecânicas de jogo existe aqui uma série de conceitos que vão desde a jogos de tabuleiro, jogos de estratégia em tempo real e as comuns grelhas que encontramos em jogos de estratégia por turnos. O jogo desenrola-se num tabuleiro em que faltam peças, peças essas que vamos recebendo ao longo do tempo. Recebemos novas peças praticamente a cada 1 ou 2 segundos depois de colocarmos as anteriores o que dá aos momentos iniciais um ritmo acelerado já que estas peças são também a forma que temos de criar unidades de combate. O objectivo do jogo é simples, derrotar as unidades inimigas do tabuleiro e para isso precisamos de colocar duas ou mais peças que precisam de ser colocadas de uma certa forma para criar um circuito fechado. Duas peças especiais criam unidades terrestres, três criam voadoras e por aí fora. No entanto não podemos colocar as peças onde queremos e apenas podemos escolher de uma lista de três que nos vai sendo proposta. Como não podemos transformar uma peça que conecta com duas numa outra, a estratégia que podemos ter não é muito elaborada, apenas temos de optimizar o mapa para criarmos o máximo de totens geradores de “tropas” possíveis.

Neste momento existem dois modos de jogo. O modo história que nos desafia em vários cenários e nos vão guiando e ensinando as mecânicas do jogo enquanto nos conta a história do nosso guardião. Além do modo história temos o modo skirmish que basicamente nos coloca frente a frente com um adversário com as mesmas condições. Mas aquilo que realmente separa Spirit Oath do que já vimos antes é a jogabilidade.A junção da colocação das peças com as mecânicas de RTS parecem não ter nada a ver mas a realidade é que funcionam realmente bem e traz consigo uma série de boas possibilidades de jogabilidade que tornam o jogo mais lento ou frenético conforme o objectivo.

Spirit Oath precisa ainda de muito trabalho para que a experiência seja fluida, existem muitos problemas técnicos que quebram a jogabilidade. No entanto é um jogo com um conceito interessante, uma história não muito elaborada e ma estética adorável. Para quem gostar de jogos de estratégia mas não goste de se perder em jogos demasiado profundos Spirit Oath é perfeito.

Tiago Roque

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