Antevisão: Distant Kingdoms

Distant Kingdoms é um jogo de construção de cidades com base num mundo de fantasia, misturando ideias de jogos como Anno ou Settlers. O jogo envolve os loops de jogabilidade normais do género, com a construção de casas, recolha de recursos e distribuição dos mesmos para fazer crescer a cidade e dada a base de fantasia do jogo entra numa parte posterior em exploração de mosmorras. Neste momento temos apenas acesso a algum conteúdo do jogo, que será lançado mais para o final do ano, mas as promessas são já muitas e há muito para gostar aqui.

Distant Kingdoms não só tem um grande foco na construção de cidades e gestão de recursos como também vai buscar muitos elementos que encontramos com mais frequência em RPGs. O facto de o jogo ter elementos de magia trás uma série de elementos diferentes ao jogo, desde dragões e outros perigos com que os habitantes e heróis do nosso “reino” têm que se preocupar.

A experiência de jogar Distant Kingdoms é no entanto bastante relaxante. Temos algumas decisões para fazer, mas são simples e além dos sistemas que vão buscar inspiração ao género RPG não há combate a ter em conta. Os criadores parecem estar mais interessados em encontrar uma jogabilidade que não irá ser frustrante para ninguém em especial, mas oferecer profundidade para aqueles que a procurarem dentro dos seus sistemas e loops de jogabilidade. Esta escolha a funcionar quando o jogo for efetivamente lançado é realmente interessante e pessoalmente gosto quando um jogo oferece a complexidade e profundidade que procuramos nele e não quando nos obriga aquilo que os criadore simaginaram.

À medida que as nossas cidades vão ficando maiores, o jogo obviamente também se torna mais complexo. É bom que o jogo nos dê alguma liberdade para explorar a sua dificuldade ao nosso ritmo e vontade, mas não há como fugir à complexidade crescente de uma cidade também ela em crescimento. Com mais habitantes temos mais crime, doenças e pessoas para alimentar e a isso não há como fugir. Também os elementos de fantasia como os dragões se tornam mais frequentes se simplesmente tivermos mais gente para proteger.

Assim que temos mais habitantes também podemos pegar num grupo de aventureiros e enviá-los para explorar as zonas mais próximas. Temos que ter em atenção os elementos do grupo, já que cada um terá pontes fortes e fracos. O grupo parte e apenas temos de interferir em alguns casos, quando encontram algo interesasnte, quando encontram um inimigo, ou encontram uma caverna ou masmorra para explorar. Quando isso acontece temos de tomar algumas decisões de como abordar cada situação. Conforme as personagens sobem de nível vão sendo capazes de enfrentar masmorras, que são como o tipo de encontro mais difícil e demoram um pouco mais para serem concluídas.

Com Distant Kingdoms a chegar a um lançamento de acesso antecipado esperam-se muitas novidades, mas Distant Kingdoms promete ser sem dúvida um jogo de gestão bastante diferente do normal. Talvez um jogo que irá agradar aos fãs habituais do género, mas também fãs de jogos de géneros diferentes ou simplesmente fãs de fantasia.

Tiago Roque

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